“Salvador me deu a família e o público”, afirma Sidney Magal

PODP BAHIA
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Ao completar seis décadas de carreira, Sidney Magal, 76, poderia optar por um espetáculo marcado pela nostalgia, no entanto preferiu fazer uma festa. Amanhã, 18, às 19h, a Concha Acústica do Teatro Castro Alves promove a gravação do audiovisual Baile do Magal, show que celebra a trajetória do artista e reúne sucessos, releituras e convidados especiais em uma noite pensada para transformar o público em protagonista da comemoração.

Ao lado de Carlinhos Brown, Zeca Baleiro, Sandra de Sá e Gilmelândia, o cantor escolheu Salvador para abrir oficialmente as celebrações de seus 60 anos de carreira. A decisão passa pela relação construída com a capital baiana ao longo de quase três décadas.

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Morando na cidade desde 1997, Magal diz que o espetáculo é também uma forma de agradecer ao lugar que escolheu para viver. “Salvador me deu a mulher da minha vida, me deu a minha família e um público que me aplaudiu a vida inteira. Eu queria deixar um show maravilhoso para essas pessoas”, afirma.

Magal pretende reproduzir no palco aquilo que, segundo ele, sempre norteou sua relação com o público: diversão. O conceito do espetáculo nasceu justamente da ideia de baile, em que sucessos de diferentes épocas convivem com músicas que extrapolam seu repertório tradicional.

“Toda vez que faço show, eu peço às pessoas que dancem, que se divirtam. Por isso, o meu baile reúne músicas que não são do meu repertório original. Você, quando quer se divertir, vai para o baile”, resume o cantor carioca.

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Outros sucessos

Clássicos como Sandra Rosa Madalena, O Meu Sangue Ferve por Você e Me Chama Que Eu Vou permanecem no roteiro, mas dividem espaço com canções de Roberto Carlos, Alejandro Sanz, Ricky Martin, Moraes Moreira e outros artistas que ajudaram a construir a trilha sonora afetiva do dono da festa.

A seleção das músicas, segundo Magal, foi feita de maneira bastante pessoal, mas contou também com sugestões da família. “Meu filho deu ideias para alguns números do show, minha mulher sugeriu músicas para cantar com o Zeca Baleiro. Eu gosto de ouvir os palpites de quem me conhece e sabe dos meus sentimentos”.

Embora o espetáculo seja registrado para um audiovisual, Magal afirma que o foco continua sendo a troca de energia com a plateia, mais do que a grandiosidade da produção. “Minha preocupação é trocar energia com o público, esteja eu sozinho no palco ou com uma megaprodução”, adverte.

Participação especial

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Foto: Divulgação

Segundo Magal, a escolha dos convidados levou em consideração tanto a admiração artística quanto a afinidade pessoal. “Procuro ter o melhor no meu show para que as pessoas, mesmo que não curtam muito o Magal, curtam os outros convidados com o mesmo amor”.

Entre os participantes, o baiano Carlinhos Brown ocupa um lugar especial, na visão do cantor. “Carlinhos Brown é o maior artista do momento, como compositor, músico e pela força visual que possui”, acredita Magal.

A admiração pelos convidados, por sua vez, é recíproca. Zeca Baleiro lembra que acompanha Magal desde a adolescência. “Eu imitava os trejeitos dele dançando e cantando nos programas de auditório”.

“Magal é um artista de muita importância, que deixou um rastro imenso na música popular brasileira e, por isso, deve ser reverenciado com toda pompa e circunstância”, declara Baleiro.

Para a cantora baiana Gilmelândia, participar da gravação representa um dos momentos mais marcantes de sua trajetória. “Estar ao lado desse fenômeno, como artista e ser humano, é uma das realizações que jamais esquecerei. Ser convidada para participar dessa celebração dos 60 anos de sua carreira é o maior troféu da minha carreira”.

Originalidade

A personalidade, construída entre a música latina, o romantismo, a teatralidade e o humor fizeram de Sidney Magal um artista difícil de enquadrar em um único gênero e o transformou em um dos personagens mais singulares da música popular brasileira.

Ainda adolescente, nos anos 1960, começou a cantar como calouro em programas de televisão e rádio. Profissionalmente, seguiu cantando em bares e churrascarias, em 1967, quando tinha apenas 14 anos. Naquela fase, adotava o nome artístico de Sidney Rossi.

Ao olhar para trás, Magal evita resumir sua contribuição à música brasileira apenas pelos sucessos comerciais ou pela presença de palco que marcou gerações. Para ele, o maior legado construído ao longo dessas seis décadas está na identidade artística que desenvolveu desde o início da carreira.

“Eu descobri em mim uma forma de interpretar muito passional, muito teatral. Acho que deixei como legado a originalidade”, finaliza o intérprete de Se Te Agarro Com Outro Te Mato.

Baile do Magal – Sidney Magal 60 Anos / Convidados: Carlinhos Brown, Zeca Baleiro, Sandra de Sá e Gilmelândia / Concha Acústica do TCA / 18 de julho (sábado) / 19h / R$ 220 (inteira) e R$ 130 (meia) / Vendas: Sympla

*Sob supervisão do editor Eugênio Afonso





Fonte:A Tarde

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