
A nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros já provoca preocupação entre empresários e trabalhadores. A medida, que passa a valer em 22 de julho, deve atingir principalmente setores que dependem das exportações para o mercado norte-americano e pode resultar em demissões, segundo representantes da indústria.
Entre os segmentos mais afetados estão os de madeira processada, máquinas e equipamentos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. Na indústria madeireira, empresas afirmam que muitos contratos deixaram de ser viáveis, levando fábricas a conceder férias coletivas a grande parte dos funcionários. Já o setor calçadista estima queda de 7% nas vendas, enquanto fabricantes de máquinas pesadas projetam redução superior a 30% nas exportações.
Diante do cenário, o governo federal anunciou a retomada de um programa de apoio às empresas prejudicadas pelo tarifaço. As medidas incluem linhas de crédito para capital de giro e investimentos, além de incentivos para que os exportadores encontrem novos mercados. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a prioridade é reduzir os impactos da medida sobre a economia e preservar empregos.
Levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indica que cerca de 2,4 mil empresas brasileiras serão diretamente atingidas pela nova taxação. Juntas, elas respondem por aproximadamente 18% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, o equivalente a US$ 7,4 bilhões.
O governo brasileiro voltou a criticar a decisão norte-americana, classificando a cobrança como injusta e sem fundamento técnico. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Executivo estuda a aplicação da Lei da Reciprocidade, enquanto o Ministério da Fazenda descartou impactos sobre a estabilidade econômica do país e reforçou que continuará buscando alternativas para ampliar o acesso dos produtos brasileiros a outros mercados.
FonteBahia News




