A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, iniciou nesta semana a 11ª fase da Operação Mute, ação nacional voltada ao combate de comunicações ilegais dentro do sistema prisional.
Na Bahia, os trabalhos tiveram início nesta terça-feira, 19, no Conjunto Penal de Paulo Afonso, com a participação de cerca de 40 policiais penais estaduais. Segundo o Ministério da Justiça, a estratégia busca localizar e retirar celulares e outros materiais proibidos dos presídios, dificultando a articulação de crimes comandados de dentro das unidades prisionais.
O investimento destinado à estrutura operacional soma R$ 59 milhões, entre o uso de equipamentos tecnológicos e recursos de inteligência, como:
- bloqueadores de sinal;
- scanners corporais;
- aparelhos de raio-X;
- drones;
- sistemas eletrônicos de fiscalização;
- georradar.
Brasil contra o Crime
A Operação Mute também faz parte do programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado recentemente pelo Governo Federal e que prevê mais de R$ 11 bilhões em investimentos para reforçar a segurança pública.
De acordo com dados do Ministério da Justiça, desde o início da operação, em 2023, já foram retirados 7.966 celulares de presídios em todo o país. Mais de 38 mil policiais penais participaram das dez fases anteriores, que resultaram na vistoria de mais de 37 mil celas.
Leia Também:
Além da operação nacional, o governo federal também passou a realizar edições estaduais da Mute em parceria com os estados. Na Bahia, a primeira etapa estadual aconteceu em abril deste ano, na Penitenciária Lemos Brito, em Salvador.
Operação simultânea
A ação ocorre de forma simultânea em diferentes estados e tem como alvo unidades com atuação identificada de organizações criminosas. A operação começou na segunda-feira, 18, em parte do país e será ampliada ao longo da semana para todas as unidades da federação.
Fonte:A Tarde




