Após realizar duas convenções partidárias que escolheram candidatos diferentes ao Governo da Bahia, o Democracia Cristã (DC) teve a candidatura de Ariel Capistrano registrada no sistema da Justiça Eleitoral. Com isso, o nome dele prevaleceu, neste primeiro momento, para representar a legenda na disputa pelo Palácio de Ondina. A tendência, entretanto, é que o conflito seja judicializado. Capistrano declarou como patrimônio um terreno de R$ 500 mil.
A convenção liderada por Capistrano foi realizada no sábado (1º) e também definiu José Augusto Maciel Torres como candidato a vice-governador. Para o Senado, o grupo indicou Marcelo Santtana, tendo Cinde Fátima e Mauro Leme como suplentes.
No domingo (2), outra ala do DC promoveu uma segunda convenção e lançou José Estêvão como candidato ao governo, com Neuzimar Camacam na vice. As duas atas foram encaminhadas ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), transferindo para a Justiça Eleitoral a disputa interna sobre qual deliberação deveria ser considerada válida.
O racha ganhou força em junho, quando a direção comandada por Ariel Capistrano anunciou a retirada da pré-candidatura de Estêvão sob a justificativa de falta de competitividade eleitoral e sinalizou apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Posteriormente, o grupo ligado a Estêvão informou que ele havia retomado a pré-candidatura e alegou que a legitimidade da comissão responsável pelo afastamento fora revista pela direção nacional.
“A nota divulgada em 10 de junho de 2026, que anunciava a suposta retirada da minha pré-candidatura ao Governo do Estado da Bahia, foi produzida por uma comissão executiva estadual cuja legitimidade foi posteriormente revista pela Executiva Nacional do Democracia Cristã, após análise dos fatos e das circunstâncias envolvidas naquele ato”, afirmou Estêvão na ocasião. Apesar do registro de Capistrano, a controvérsia ainda poderá ser submetida à análise judicial.




