A 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) será marcada por um lançamento inédito da literatura brasileira. A troca de mensagens entre os escritores brasileiros Jorge Amado e Erico Verissimo será exposta pela primeira vez no evento, através do livro “Cartas: Jorge Amado – Érico Veríssimo”.
Reunindo mais de quatro décadas de cartas enviadas pelos autores, a obra integra a coleção “Um gesto de amizade”, da Fundação Casa de Jorge Amado, que fica localizada no Pelourinho, coração de Salvador, na Bahia.
O lançamento oficial do livro está previsto para agosto, durante uma mesa especial da Flipelô, que reunirá Paloma Jorge Amado, escritora e filha de Jorge Amado, e Fernanda Verissimo, neta de Érico Veríssimo.
No entanto, a obra já está em pré-venda no site da Companhia das Letras, com preço de capa de R$ 89,90. Sua publicação marca uma parceria entre a Companhia das Letras e a Casa de Palavras, editora da Fundação Casa de Jorge Amado.
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Conteúdo das cartas
As cartas revelam um diálogo construído ao longo de décadas entre os dois autores, registrando uma amizade construída apesar da distância geográfica e fortalecida pela admiração mútua de ambos, que contavam sobre seu dia a dia.
As escrituras ainda exibem registros de comentários sobre livros em andamento, desafios da criação artística, trocas de conselhos e reflexões sobre política, cultura e sociedade no século XX brasileiro.
Os autores também reforçam em seus textos a luta pela defesa da liberdade de expressão e do pensamento crítico, atravessando transformações políticas, culturais e sociais juntos.
“As cartas são muito mais do que documentos históricos. Elas guardam afetos, revelam processos de criação, registram momentos decisivos da vida cultural e política do país e nos permitem conhecer os escritores em sua dimensão mais humana”, disse Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado.
Para ela, a publicação representa mais um passo no compromisso da instituição com a preservação e a difusão da memória literária brasileira. “Ao publicar essa correspondência entre Jorge Amado e Erico Verissimo, a Fundação cumpre sua missão de preservar e compartilhar um patrimônio que pertence à literatura brasileira e às futuras gerações”, afirmou.
“Jorge Amado tinha plena consciência da importância dessas correspondências. Não por acaso, encontramos em muitas delas a anotação ‘para guardar’. Hoje, ao trazer esse material para os leitores, celebramos não apenas a amizade entre grandes escritores, mas também a força do diálogo, da memória e da literatura”.
Fonte:A Tarde




