Idade influência no tempo para ter nova ereção após o orgasmo

PODP BAHIA
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A ideia de que um homem precisa recuperar a ereção imediatamente após o orgasmo para dar continuidade à relação sexual está entre os mitos mais difundidos sobre a sexualidade masculina.

Essa crença, muitas vezes alimentada por expectativas irreais, faz com que muitos vivenciem ansiedade e frustração ao perceber que o corpo nem sempre responde no ritmo que imaginam.

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Um dos principais fatores por trás dessa percepção distorcida é a pornografia, que costuma retratar cenas editadas e pouco fiéis à realidade.

Na vida real, no entanto, é natural que exista um intervalo entre uma ereção e outra após a ejaculação, conhecido como período refratário, cuja duração varia de pessoa para pessoa e pode ser influenciada por fatores como idade, estado de saúde e contexto emocional.

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Demora quanto tempo?

A enfermeira Lorraine Grover, especialista em psicossexualidade, explicou, em entrevista a um portal britânico, que isso ocorre devido a um fenômeno chamado período refratário.

“Esse é o tempo de recuperação que o corpo leva após o orgasmo, antes que outra ereção seja possível”, comentou.

Durante esses minutos, o corpo libera hormônios como prolactina e serotonina, que bloqueiam a produção de dopamina, que faz com que o pênis fique ereto.

Em suma, o tempo de cada homem depende principalmente da faixa etária.

Veja a média, segundo estudos fisiológicos:

  • 13 a 25 anos: cerca de alguns minutos;
  • 25 a 35 anos: até 30 minutos, podendo chegar aos 40;
  • 50 a 60 anos: torna-se mais incomum ter uma ereção por várias horas;
  • A partir dos 70 anos: pode levar um dia ou mais.

A médica Charlotte Todd afirmou, também ao portal internacional, que “não existe um período refratário ‘normal’ definido pela medicina, e homens saudáveis ​​podem se recuperar naturalmente muito mais cedo ou muito mais tarde do que esses intervalos”.

Outros fatores podem interferir

Lorraine Grover pontuou, porém, que boas condições de saúde também acarretam uma recuperação mais simples e rápida após o orgasmo.

“Problemas como esses podem afetar o fluxo sanguíneo, que é crucial para obter e manter uma ereção”, ressaltou sobre questões ligadas ao coração.

A qualidade do sono também entra na lista, já que ela permite que o corpo “reabasteça os níveis de energia necessários para a função sexual”.

Além disso, vale lembrar que o consumo de álcool e entorpecentes atrapalham os sinais de excitação e causam desidratação, o que causa prejuízos à regulação hormonal.

A testosterona também cumpre um papel importante para alcançar outra ereção. “A baixa testosterona pode causar ereções mais fracas após a primeira e um tempo de recuperação mais longo”, afirmou a enfermeira.

Saúde mental

Por fim, Charlotte acrescentou que, em primeiro lugar, os homens devem considerar questões de saúde mental, como ansiedade, estresse e depressão, e, principalmente, lembrar que ficar obcecado por uma nova ereção também atrapalha o processo.

“Mesmo após o período refratário ter passado, fatores psicológicos podem dificultar a obtenção de outra ereção. O cérebro é o órgão sexual mais importante, pois o seu estado emocional e psicológico durante a intimidade pode ter um enorme impacto na função erétil, incluindo a recuperação refratária”, finalizou.





Fonte:A Tarde

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