Minuta de documentário sobre Caso Banco Master teria sido assinada enquanto Daniel Vorcaro estava preso

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Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) encontrou, durante buscas realizadas na residência do publicitário Thiago Miranda, uma minuta de contrato que previa a produção de um documentário intitulado “Caso Banco Master”. O documento foi apreendido na última quinta-feira (9) e passou a integrar as investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informações encaminhadas pela PF ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, a minuta indica que o contrato teria sido assinado em 31 de março deste ano, período em que o empresário Daniel Vorcaro já estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Na decisão que determinou a apreensão do passaporte de Thiago Miranda, o ministro destacou que a existência do documento justifica o aprofundamento das investigações para esclarecer as circunstâncias em que o contrato foi elaborado.

Conforme a Polícia Federal, o acordo previa a produção, no prazo de seis meses, de um documentário ou série documental sobre fatos, personagens e acontecimentos relacionados ao Caso Banco Master.

A minuta também estabelece que Thiago Miranda e Daniel Vorcaro participariam diretamente da produção, fornecendo documentos, concedendo entrevistas exclusivas e compartilhando informações que serviriam de base para o conteúdo audiovisual.

Em relatório enviado ao STF, a Polícia Federal informou que a perícia no telefone celular apreendido com Thiago Miranda será essencial para o avanço das investigações. Os investigadores acreditam que os dados armazenados no aparelho poderão esclarecer detalhes sobre a produção do documentário e indicar possíveis desdobramentos do caso.

Segundo a PF, a análise do dispositivo também busca identificar a eventual existência de vantagens indevidas, como pagamento de despesas no exterior, movimentações financeiras, entrega de dinheiro em espécie ou outros benefícios que possam estar relacionados aos investigados.

As investigações seguem sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal.





FonteBahia News

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