Vice-presidente da ACB defende conexão Salvador-Oeste e rebate “mito” contra o agro

PODP BAHIA
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A Associação Comercial da Bahia (ACB) marcou presença na Bahia Farm Show reforçando sua estratégia de descentralização e aproximação com os principais polos econômicos do estado. Em entrevista ao BNews, o advogado, professor e vice-presidente de sustentabilidade da ACB, Georges Humbert, que também preside o Instituto Brasileiro de Direito e Sustentabilidade (Ibrades), celebrou o retorno à feira e defendeu uma integração mais robusta entre a capital e a região Oeste.

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Humbert relembrou que a primeira viagem oficial da gestão de Isabela Suarez à frente da ACB, há um ano, teve como destino justamente a feira em Luís Eduardo Magalhães. De acordo com o dirigente, esse retorno simboliza a consolidação da pauta de interiorização da entidade. Ele pontuou que o agronegócio responde por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) baiano e caminha alinhado às melhores práticas globais de preservação.

O vice-presidente explicou que a ACB conta com uma Câmara de Sustentabilidade composta por mais de 30 membros com atuação reconhecida em todo o território. Segundo ele, a feira é o cenário ideal para estreitar os laços com a agropecuária e a agroindústria.

“É uma oportunidade para fazer cada vez mais essa aproximação desse importante segmento, dessa importante região do estado da Bahia, que é o Oeste Baiano”, afirmou Humbert. O advogado ressaltou que o estado pode avançar significativamente se houver uma “conexão Salvador-Oeste Baiano”, principalmente no que se refere aos setores de logística, comércio, infraestrutura e utilização dos portos.

Especialista em direito ambiental, Georges Humbert rebateu as narrativas que tentam colocar o agronegócio e a preservação ecológica em lados opostos do debate público. O professor revelou que enfrenta esse embate frequentemente nos tribunais em ações civis públicas e contestações de multas, mas reforçou que a ciência e a realidade de campo desmentem esse cenário de vilanização.

O presidente do Ibrades sustentou que os dados técnicos comprovam que agregar a pauta verde ao campo não é apenas viável, mas uma condição de sobrevivência para o próprio produtor.

 agronegócio, além de gerar riqueza, emprego e melhorar a qualidade de vida das pessoas, ele preserva o meio ambiente, até mesmo porque sem o meio ambiente ecologicamente equilibrado, a safra não produz o mesmo resultado”, explicou o especialista, classificando a dinâmica como um “ciclo virtuoso”.

Ao analisar o perfil do produtor do Oeste baiano, Humbert fez uma analogia com a lavoura para pedir responsabilidade no tratamento do tema pelas autoridades e pela opinião pública.

É preciso que se separe o joio do trigo, literalmente. Porque existem maus agricultores, como existem maus médicos, maus advogados, maus empresários em qualquer negócio, em qualquer parte do Brasil e do mundo. E não é o caso aqui do Oeste da Bahia, que foi aprendendo, desenvolvendo tecnologia, inovação e respeitando as regras ambientais”, defendeu.



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