A Copa do Mundo é uma competição com um nível de futebol bem elevado, com seleções fortes e um histórico tão seleto a ponto de ter apenas oito países vencedores ao longo de toda a sua história, que já dura quase um século. Mas, no esporte, as zebras podem acontecer.
Clique aqui e inscreva-se no canal do Bnews no YouTube.
Mesmo com todo o favoritismo, a competição é sobre futebol, e a modalidade é um exemplo de como o imprevisível pode acontecer de forma histórica. Nem sempre ter uma seleção muito forte e com jogadores consagrados, considerada favorita em Copas do Mundo, vai se transformar em sucesso dentro de campo.
Durante toda a trajetória do torneio, existem inúmeros exemplos de equipes fortes e postulantes ao título protagonizando vexames ou derrotas traumáticas, que ainda seguem vivas na memória dos torcedores e amantes do futebol.
A maldição do campeão
Entre 2010 e 2018, existiu um período em que os campeões mundiais de uma edição caíram na fase de grupos da Copa seguinte, mesmo sendo francos favoritos.
Chegar ao título da Copa do Mundo é muito difícil, mas se manter no topo do futebol é ainda mais desafiador para qualquer seleção. Ainda mais em uma época moderna, com o futebol cada vez mais globalizado, em que todas as equipes analisam o jogo entre si e possuem acesso total a qualquer tipo de informação e preparo físico e técnico.
Tetracampeã em 2006, a Itália caiu na fase de grupos na competição da África do Sul e, desde o seu título, nunca mais jogou um mata-mata. A seleção repetiu a queda traumática em 2014, em solo brasileiro, e amarga um período inédito em sua história, já que não disputa um Mundial desde então. O último jogo da Itália em Copas do Mundo foi contra o Uruguai, em Fortaleza (CE).
A Espanha, na Copa de 2014, chegava com o posto de equipe a ser temida e batida, pois era a atual campeã mundial e havia vencido as duas últimas edições da Eurocopa de forma consecutiva (2008 e 2012). Após ser derrotada pelo Brasil na Copa das Confederações de 2013, a La Furia foi eliminada precocemente ao não conseguir se classificar em um grupo com Chile, Holanda e Austrália.
@futmagistral Chile x Espanha pela copa de 2014. #spain #chile #copadomundo #tiktokesportes ♬ som original – Fut Magistral
Na edição seguinte, em 2018, a Espanha avançou até as oitavas de final, quando foi derrotada pela anfitriã Rússia. O revés foi considerado uma das grandes zebras daquela Copa.
“E lá se foram eles (de novo)”
A Alemanha atravessa cenário semelhante. Desde o título conquistado em 2014, os germânicos não sabem o que é disputar um mata-mata de Copa do Mundo. A seleção recordista em participações em semifinais e finais da história do torneio foi eliminada nas duas últimas fases de grupos e, assim como a Itália, teve seu último jogo eliminatório em Copas disputado no Brasil.
Alemanha e Itália caminham “de mãos dadas”. Desde que foram campeãs mundiais, nenhuma das duas voltou a disputar um mata-mata de Copa do Mundo.
O futebol que nunca mais voltou para casa
Uma das maiores decepções da Copa de 2014, a campeã mundial em 1966, Inglaterra foi eliminada ainda na fase de grupos após derrotas para Itália e Uruguai.
O resultado foi ainda mais surpreendente porque a classificada da chave ao lado dos sul-americanos foi a Costa Rica, que iniciou o torneio como a equipe considerada mais fraca do grupo e provável “saco de pancadas”.
Os últimos finalistas
As últimas finalistas da Copa, França e Argentina, protagonizaram um caso curioso em 2002. Favoritas ao título daquela edição, que foi conquistada pelo Brasil, foram eliminadas ainda na fase de grupos com equipes lideradas pelos meias Zidane e Verón, respectivamente. A França era a atual campeã mundial e europeia, enquanto a Argentina liderava o ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa).
Inclusive, em 2010, a então vice-campeã Les Bleus teve um elenco recheado de polêmicas envolvendo greve de atletas e comissão técnica, que culminaram na eliminação da França ainda na fase de grupos da Copa de 2010, em um grupo que contava com África do Sul, México e Uruguai, que terminaria a competição na quarta colocação.
O Brasil não é exceção
O Brasil não passa ileso quando o assunto é eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo. Bicampeã mundial em 1958 e 1962, a Seleção Brasileira foi eliminada ainda na primeira fase da edição de 1966, disputada na Inglaterra.
Maracanazo
Em 1950, na primeira Copa disputada no Brasil, a Seleção Brasileira chegou pela primeira vez à disputa do título. Jogando em casa, no Maracanã, a equipe sofreu uma derrota de virada para o Uruguai por 2 a 1 na partida decisiva da fase final, diante de mais de 100 mil pessoas nas arquibancadas.
Franca favorita, a Seleção entrou em campo precisando apenas de um empate para conquistar a taça, mas não conseguiu confirmar o favoritismo e acabou derrotada pela rival sul-americana em pleno solo brasileiro.




