“Meu nome foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino”, diz Léo Kret

PODP BAHIA
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Foto: Reprodução / Redes Sociais

A ex-vereadora e atual diretora de Políticas para Pessoas LGBTQIA+ da Secretaria Municipal de Reparação (Semur) da Prefeitura de Salvador, Léo Kret, se pronunciou sobre as acusações envolvendo suposto desvio de dinheiro público destinado ao patrocínio de eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTI+ em Salvador. Segundo o Ministério Público baiano (MPBA), os recursos teriam sido desviados por meio de uma associação de fachada.

“Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino. Todo mundo sabe, a Bahia toda sabe do meu caráter e da minha índole, sabe do meu trabalho com a população. E agora é um absurdo falar que eu estou presa, sendo que essa investigação está sendo feita com todo mundo dessa associação — associação que eu não tenho nem contato.”, declarou em vídeo divulgado nas redes sociais.

A ex-vereadora afirmou que apenas foi citada na investigação da associação, com a qual, segundo ela, não mantém contato. A defesa veio à tona após o Ministério Público deflagrar a “Operação Sponsor”, que investiga crimes de peculato, fraudes em processos licitatórios e desvio de recursos públicos destinados a entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTI+ em Salvador.

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em um órgão público, uma associação e endereços ligados a cinco pessoas físicas, entre elas servidores do Município de Salvador. A Justiça também determinou o afastamento do presidente e do diretor-geral da associação investigada, além de duas servidoras municipais.

Segundo as investigações, recursos públicos destinados ao patrocínio de eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTI+ teriam sido desviados por meio da associação investigada. De acordo com os promotores de Justiça, a entidade recebeu mais de R$ 1,1 milhão do Município de Salvador, e parte dos recursos teria beneficiado integrantes da própria associação.

Os valores deveriam ser utilizados para a realização de eventos em 57 bairros de Salvador, além do apoio a 18 blocos carnavalescos durante o Carnaval de 2025.

A investigação começou após o MPBA receber informações e documentos apresentados por organizadores de eventos e integrantes da comunidade LGBTI+, que relataram supostas irregularidades na destinação de verbas públicas para a realização do projeto “Caminhada da Diversidade LGBTI+”.





FonteBahia News

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