Indústria baiana defende aprofundar PEC do 6×1 e analisar proposta fora das eleições

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Não se fala em outra coisa senão as polêmicas envolvendo a PEC que propõe o fim da escala 6×1 – atualmente em discussão decisiva no Congresso Nacional. Nesta terça-feira, 26, representantes do setor industrial da Bahia, discutem sobre oportunidades e o atual cenário do setor durante o evento “Indústrias em Pauta, o DNA da Nova Bahia”, encontro realizado pelo Grupo A TARDE.

Segundo o vice-presidente da Federação de Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), e diretor industrial da Braskem, Carlos Alfano, é preciso enxergá-la de forma ampla, para não sobrecarregar a cadeia produtiva do setor.

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“Também defendemos maior estudo sobre a proposta. Acho uma proposta relevante que precisa de discussões mais aprofundadas, precisa sair de um período de eleição para que a gente discuta de forma clara”, disse ele.

Além disso, o também diretor industrial da Braskem alertou sobre os impactos da PEC ao consumidor final, e as movimentações do setor para assegurar benefícios na jornada de trabalho aos brasileiros.

“Se formos do jeito que está indo hoje, sem dúvida nenhuma vai ter um impacto relevante no custo de toda a cadeia de produção, de serviços, e isso vai terminar impactando no consumidor final. A legislação hoje já permite que, através das negociações com os sindicatos, é possível ter jornadas de trabalho reduzidas, em escalas também, como 5×2, 6×1”, continuou ele.

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Setor alerta perda de competitividade e altos preço

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que defende a redução de jornada de trabalho para 40h semanais, sem redução salarial e dois dias de folga por semana, deve ser votada nesta quarta-feira, 27, pela Comissão Especial sobre o Fim da Escala 6×1.

Recentemente, o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, defendeu que a proposta é eleitoral e pode resultar em um aumento no preço de custo de produção e na redução da competitividade, principalmente para pequenas empresas.

Empresários baianos também defendem cautela em relação ao fim da escala. De acordo com uma pesquisa AtlasIntel/A Tarde, divulgada na segunda-feira, 25, 43,8% dos entrevistados — entre indecisos (10,4%) e contrários (33,4%), acreditam que a proposga deve mexer com a economia e a dinâmica das empresas e estabelecimentos comerciais.

Ademais, 53% dos ouvidos pelo instituto apontaram que o Congresso Nacional só deve pautar o tema e aprovar as prováveis mudanças após a realização de um estudo aprofundado sobre os impactos da alteração, enquanto 42,3% dos entrevistados afirmam que não.





Fonte:A Tarde

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