Coreia do Norte dispara mísseis no Mar Amarelo, diz exército sul-coreano

PODP BAHIA
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A Coreia do Norte lançou vários mísseis, incluindo pelo menos um míssil balístico de curto alcance em direção ao mar amarelo, nesta terça-feira (26), informou o exército sul-coreano.

Os mísseis foram lançados na costa oeste por volta das 13h (horário local) de Chongju, na província de Pyongan do Norte, na Coreia do Norte, informou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul em um comunicado.

Este é o primeiro lançamento de míssil conhecido da Coreia do Norte desde 19 de abril, quando o país testou vários mísseis balísticos de curto alcance que estavam equipados com bombas de fragmentação.

Já a Coreia do Sul declarou, nesta terça-feira, que pretende lançar seu primeiro submarino de propulsão nuclear até meados da década de 2030, no âmbito de um novo programa destinado a neutralizar as ameaças nucleares e de mísseis lançados por submarinos da Coreia do Norte, afirmou o ministro da Defesa, Ahn Gyu-back.

O submarino utilizará combustível de urânio pouco enriquecido e será desenvolvido e construído na Coreia do Sul, afirmou Ahn, apresentando o plano básico da Coreia do Sul para garantir submarinos de propulsão nuclear.

Ahn afirmou que o programa aproveitaria as indústrias nuclear, naval e de defesa da Coreia do Sul, mantendo o compromisso de Seul de não adquirir ou desenvolver armas nucleares.

A Coreia do Sul trabalhará em estreita colaboração com os Estados Unidos durante o processo de obtenção de combustível de urânio pouco enriquecido para garantir a não proliferação e também trabalhará com a Agência Internacional de Energia Atômica, disse Ahn.

A propulsão nuclear daria aos novos submarinos a capacidade de permanecer submersos por muito mais tempo e garantiria maior mobilidade do que os submarinos sul-coreanos existentes, afirmou o governo.

Testes e disparos da Coreia do Norte

No início de abril, Pyongyang afirmou ter testado uma nova ogiva de bomba de fragmentação em um míssil balístico e uma arma eletromagnética, em uma ação que, segundo analistas, fazia parte dos esforços para demonstrar a capacidade da Coreia do Norte de travar uma guerra moderna.

Em março, o líder norte-coreano Kim Jong Un afirmou que o status de seu país como um Estado com armas nucleares era irreversível e que expandir uma “dissuasão nuclear autodefensiva” era essencial para a segurança nacional.

Apesar das sanções da ONU contra seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos desde 2006, a Coreia do Norte intensificou seus esforços nos últimos anos para fortalecer seu arsenal sob o comando de Kim Jong-un, atraindo condenação da Coreia do Sul, do Japão e dos Estados Unidos.



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