Como ponto alto das celebrações do Mês da Indústria, o Grupo A TARDE promove, nesta terça-feira, 26, o evento “Indústria em Pauta: O DNA da Nova Bahia”. O encontro representa a culminância de uma extensa série de reportagens e conteúdos temáticos veiculados ao longo de maio nas diversas plataformas de comunicação do Grupo, incluindo jornais, portais, rádio e redes sociais.
O painel, que acontece a partir das 15h no Espaço Conexão da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), no Stiep, em Salvador, reúne líderes, especialistas e representantes do poder público para debater o panorama atual, os caminhos e as oportunidades do novo ciclo industrial baiano.
Com o apoio da FIEB, Braskem, Acelen, Wilson Sons e Galvani, o evento é voltado para uma plateia de 80 convidados e será mediado pelo jornalista Jefferson Beltrão.
Novos caminhos e dinâmica do painel

Para o gerente executivo de Desenvolvimento Industrial da FIEB, Marcus Verhine, um dos painelistas do dia, as discussões propostas no encontro dialogam diretamente com as demandas contemporâneas do mercado global.
“Os setores público e privado têm discutido o papel estratégico da indústria e a sua forma de inserção no contexto econômico atual, diante da reforma tributária, de um cenário externo marcado pelo protecionismo e com uma demanda maior por descarbonização da economia. O evento é um momento oportuno para refletirmos sobre os novos caminhos da indústria baiana, como a indústria verde, área em que o estado possui vantagens competitivas”, destaca o gerente executivo.
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A fim de garantir que esses e outros temas tenham discussões aprofundadas e robustas, a programação foi estruturada em 2h40 de painel, sendo dividida em blocos temáticos estratégicos.
O primeiro momento fará um diagnóstico de “onde estamos”; o segundo abordará “o que funciona”, focando em experiências positivas que traduzem o empenho por eficiência e inovação; e o terceiro trará um “debate estratégico” sobre os principais desafios e as oportunidades que ainda precisam ser abraçadas pelo setor. Por fim, o bloco de encerramento lançará luz sobre as tendências de futuro, avaliando como garantir a competitividade e sustentabilidade nas próximas décadas.
A interação com o público também será um dos pontos altos da tarde. Ao final do terceiro bloco, será aberto um espaço para a participação estruturada dos convidados, que poderão enviar perguntas ao mediador por meio de um QR Code disponibilizado nas mesas. Após os debates, o evento será encerrado com um coquetel para a continuidade das trocas de ideias e contatos.
Um debate com líderes e especialistas do setor

Para compor esta mesa de excelência, o painel contará com a presença de cinco nomes de peso na condução e no fomento do desenvolvimento industrial, trazendo a expertise de diferentes áreas: Paulo Guimarães, diretor-presidente da Bahiainveste, engenheiro químico e ex-superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE); Carlos Alfano, diretor industrial da Braskem na Bahia e vice-presidente da FIEB; Aurinézio Calheira, superintendente geral do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (COFIC); Marcus Verhine, gerente executivo de Desenvolvimento Industrial da FIEB; e Luciano Giudice, superintendente de Atração de Investimentos e Fomento ao Desenvolvimento Econômico da SDE.
O alinhamento às novas matrizes econômicas é reforçado por Luciano Giudice, que enxerga o atual momento como um ponto de virada crucial para o estado.
“A Bahia vive uma rara janela de oportunidade, impulsionada pela transição energética, pela reconfiguração das cadeias globais de valor e pelo avanço da digitalização industrial. Temos ativos concretos para assumir um papel de protagonismo nesse processo”, afirma o superintendente da SDE.
“Essa oportunidade, porém, não se traduzirá automaticamente no desenvolvimento que almejamos. Por isso, a realização de um painel como este é tão relevante: um espaço para reconhecer os avanços já alcançados e discutir, com a franqueza necessária, os desafios que ainda precisam ser superados. A indústria baiana precisa dar um salto em inovação, produtividade e complexidade econômica, e o debate qualificado é parte indispensável dessa trajetória”, completa.
Dentro dessa perspectiva de inovação e responsabilidade ambiental, o diretor-presidente da Bahiainveste, Paulo Guimarães, pontua as vantagens naturais do estado e o desafio de agregar valor à produção local.
“A nova indústria que precisa se instalar, não apenas na Bahia, mas ao redor do mundo, é uma indústria que priorize tecnologia, fontes renováveis tanto de energia quanto de matéria-prima e uma pegada de carbono cada vez menor”, diz.
“A Bahia tem todo o potencial para instalar esse tipo de indústria, não só pelo potencial que tem de recursos naturais, mas como tem todas as características para poder fornecer à indústria nacional e internacional, produtos verdes com baixa pegada de carbono, agregando valor aos nossos recursos naturais, coisas que não fazemos desde que existimos como nação. Produzimos muito pouco e exportamos muitos produtos naturais”, avalia Guimarães.
Fonte:A Tarde



