
O pré-candidato ao Senado pela Bahia, João Roma (PL), saiu em defesa do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nesta segunda-feira (25), após a repercussão dos áudios envolvendo o filho “01” de Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Durante entrevista à rádio Baiana FM, concedida ao apresentador Zé Eduardo, Roma criticou o que chamou de “dois pesos e duas medidas” no tratamento dado ao caso.
O escândalo ganhou repercussão após reportagens revelarem mensagens, documentos e áudios em que Flávio Bolsonaro teria negociado com o banqueiro Daniel Vorcaro um aporte de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na entrevista, João Roma fez um comparativo e alegou que o presidente Lula também estaria envolvido com Vorcaro, afirmando que o caso estaria sendo tratado de maneira desproporcional.
“Seriam mesmo o nome disso um escândalo? Porque se for, Lula vai ter que renunciar ao mandato de presidente. Porque além de receber Vorcaro de forma secreta, ele também aconselhou e interagiu. Então houve o áudio do Flávio, e o próprio Flávio demonstrou com clareza, inclusive numa entrevista para a GloboNews, que a Globo não só tinha solicitado, como recebido recursos. Assim como Flávio Bolsonaro tinha solicitado patrocínio. Como Vorcaro patrocinou o filme de Lula e de Temer. Então o que me surpreende muito ao tratar do Brasil, do processo político e dos interesses de alguns, é realmente a diferença de tratamento, um caminho de dois pesos e duas medidas”, declarou Roma.




