
Socorristas e voluntários continuam, nesta terça-feira (11), as buscas por sobreviventes após o terremoto mais forte registrado na Colômbia na última década. O tremor deixou ao menos 162 mortos, mais de 500 feridos e dezenas de desaparecidos. Em Cali, uma das cidades mais atingidas, os hospitais chegaram à capacidade máxima, enquanto as autoridades decretaram toque de recolher e determinaram a militarização da cidade.
O presidente Abelardo de la Espriella, empossado há quatro dias, declarou estado de emergência em todo o país e prometeu coordenar a operação de resgate. Ao menos 18 unidades de saúde e 52 instituições de ensino foram danificadas. Além disso, seis aeroportos registraram problemas e tiveram as operações comerciais suspensas.
O terremoto, de magnitude 7,4, ocorreu às 7h34 no horário local (9h34 em Brasília), segundo os serviços geológicos da Colômbia e dos Estados Unidos. O epicentro foi localizado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, a 103 quilômetros de profundidade. Nas primeiras horas, milhares de pessoas deixaram suas casas e ocuparam as ruas diante do risco de novos desabamentos.
Em Cali, 26 pessoas morreram e 456 ficaram feridas. Quatro grandes unidades de saúde precisaram ser evacuadas, agravando a sobrecarga do sistema. Uma ala do Hospital Universitario del Valle Evaristo García sofreu colapso parcial, e pacientes e serviços foram transferidos para tendas instaladas no complexo. Como medida emergencial, cirurgias, consultas ambulatoriais e atendimentos não urgentes foram suspensos temporariamente para liberar leitos e equipes.
FonteBahia News




