
O empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, teria citado Luiz Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, durante conversas sobre supostas irregularidades envolvendo desvios de aposentadorias e pensões do INSS. A informação consta dos depoimentos prestados à Polícia Federal por Edson Claro, ex-diretor comercial de uma empresa pertencente a Antunes.
Segundo informações divulgadas pela Veja, Claro relatou que Antunes teria afirmado que pessoas influentes estavam envolvidas nas irregularidades e citado o nome de Lulinha. De acordo com o depoimento, o empresário teria dito que o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberia R$ 25 milhões por supostamente viabilizar um contrato de R$ 1 bilhão no Ministério da Saúde para a venda de testes rápidos de dengue e zika.
Ainda segundo o site, Claro também afirmou ter relatado aos investigadores viagens internacionais que teria feito com Antunes e informações sobre supostos pagamentos mensais de R$ 300 mil a Lulinha. As declarações contribuíram, segundo o relato, para o avanço das investigações e para o mapeamento da suposta distribuição de propinas.
Conforme divulgado pelo portal, as acusações envolvendo Lulinha e as demais pessoas citadas nos depoimentos são objeto de investigação e não representam, por si só, comprovação de crimes. O relato de Claro integra as informações analisadas pela Polícia Federal no âmbito das apurações sobre os supostos desvios no INSS.
A prisão de Antunes, decretada em setembro de 2025, ocorreu, entre outros motivos, sob a suspeita de que ele teria tentado intimidar Claro. Segundo o depoente, ele passou a receber ligações de números dos Estados Unidos, Paraguai e de diferentes regiões do Brasil, incluindo uma chamada em que teria sido advertido de que estaria “falando muito”. Antes da prisão, Antunes também teria ameaçado o ex-funcionário de morte caso ele revelasse informações sobre o esquema.
As informações são da Veja, por Hugo Marques.
FonteBahia News




