
O ex-torneiro mecânico e candidato a presidente pela quarta vez, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chega à reta final das convenções partidárias com mais palanques estaduais do que o filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio (PL).
Segundo levantamento do Poder360, Lula reúne 26 palanques nos estados, entre candidaturas do PT e alianças com partidos como PSB, MDB, PDT, PSD e União Brasil. Já Flávio Bolsonaro conta com 16 apoios, distribuídos entre PL, PP, Podemos e Republicanos.
De acordo com o Poder360, o PT terá candidaturas próprias aos governos de 12 estados e firmou alianças em outros 14. Flávio Bolsonaro, por sua vez, conta com 16 palanques estaduais, sendo 12 deles liderados por candidatos do PL.
O PT busca repetir a frente ampla formada nas eleições de 2022. Em estados como Amapá, Paraíba e Sergipe, o partido abriu mão de lançar candidatos próprios para apoiar nomes de partidos aliados.
Já a estratégia de Flávio Bolsonaro é concentrar a maior parte dos apoios em candidaturas do próprio PL. Até o momento, o senador firmou alianças com outros partidos no Pará, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo.
No Paraná, Flávio Bolsonaro terá espaço no palanque do senador Sergio Moro (PL-PR), que voltou a se aproximar do grupo bolsonarista e se filiou ao Partido Liberal para disputar o governo do estado.
O principal impasse para os dois grupos políticos está em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. Após negociações sem acordo com Rodrigo Pacheco (PSB), Alexandre Kalil (PSD) e Marília Campos (PT), o Partido dos Trabalhadores decidiu lançar o deputado federal Patrus Ananias como candidato ao governo estadual.
O PL também enfrentou dificuldades em Minas Gerais. O partido tentou formar uma aliança com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que liderava as pesquisas de intenção de voto. No entanto, Cleitinho desistiu da disputa pelo governo alegando razões pessoais. Outra alternativa era o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe (PL), que colocou o nome à disposição para disputar o cargo.
No Ceará, as estratégias também diferem. O PT trabalha pela reeleição do governador Elmano de Freitas, que aparece atrás de Ciro Gomes (PSDB) em cenários de segundo turno. Já o PL deve apoiar a candidatura de Ciro ao governo estadual, mas o acordo não prevê apoio do ex-governador à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Na Região Norte, Lula ainda enfrenta dificuldades para consolidar o palanque em Roraima. Segundo o Poder360, integrantes do campo petista evitam associar a campanha estadual ao presidente por causa do perfil mais conservador do eleitorado local.
Além da vantagem no número de palanques estaduais, Lula também larga na frente no apoio de governadores. Segundo o levantamento, o petista conta atualmente com o apoio declarado de 12 governadores. Já Flávio Bolsonaro poderá reunir um número maior de governadores em exercício em um eventual segundo turno. As informações são do Poder360.
FonteBahia News




