
O vereador Edivan de Jesus Santos, conhecido como Morão, reassumiu o mandato na Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus nesta segunda-feira (3), após mais de 10 meses afastado das atividades legislativas.
Morão foi preso duas vezes em 2025 devido a acusações de crimes de violência contra a mulher envolvendo a mesma companheira.
O retorno foi oficializado depois que o parlamentar obteve liberdade por decisão da Justiça e apresentou a documentação exigida pela Câmara para voltar ao exercício das funções legislativas.
Além da investigação criminal, o parlamentar permaneceu licenciado após apresentar um atestado relacionado à sua condição de saúde mental. Paralelamente, tramitava na Câmara Municipal um processo que poderia resultar na perda definitiva do mandato.
Presidente da Câmara se posicionou recentemente
Antes da formalização do retorno, o presidente da Câmara Municipal, Dr. Caique, afirmou que Morão permanecia como detentor do mandato por ter sido eleito pela população, mas destacou que ainda não havia sido protocolado qualquer pedido de retorno acompanhado da documentação exigida.
“Ele foi eleito pelo povo e devemos respeitar a vontade popular. Mas, até o presente momento, não apresentou nenhum tipo de requerimento pleiteando a sua volta à Casa do Povo, munido das devidas documentações”, declarou.
Relembre os casos
O vereador foi preso pela primeira vez em 12 de março de 2025, sob a acusação de tentativa de feminicídio. O crime ocorreu em fevereiro daquele ano, em Santo Antônio de Jesus, quando ele agrediu a então esposa com golpes de faca e pauladas motivado por ciúmes. Após passar 19 dias foragido, ele foi localizado e capturado pela polícia em uma residência na Ilha de Boipeba, no baixo sul da Bahia.
A segunda prisão aconteceu meses depois, em 23 de outubro de 2025, motivada pelo descumprimento de medidas protetivas e por uma nova denúncia de violência doméstica. A ex-companheira relatou à polícia que havia sido agredida novamente pelo parlamentar no dia 11 daquele mês. Diante disso, a Justiça decretou uma nova prisão preventiva, que foi cumprida por policiais civis dentro de uma clínica de saúde mental no bairro do IAPI, em Salvador, onde o vereador estava internado para tratamento.
FonteBahia News




