
A defesa de Sarajane, absolvida pelo Tribunal do Júri de Santo Antônio de Jesus nesta quinta-feira (30), afirmou que a decisão dos jurados confirmou a ausência de provas que demonstrassem a participação da ré no homicídio e na tentativa de homicídio ocorridos durante o São João de 2022, no bairro Mutum.
Segundo o advogado Humberto Vieira, a absolvição representa o reconhecimento de que o processo penal deve ser fundamentado em provas concretas. “Foi feita justiça. Não havia prova alguma da participação de Sarajane. Os jurados entenderam que um processo criminal deve ser regido por provas e não por boatos”, afirmou.
A defesa também questionou elementos apresentados durante a investigação, alegando que parte das informações mencionadas no inquérito não foi submetida à perícia e, por isso, não poderia embasar uma condenação. Os advogados destacaram ainda que a suposta dívida atribuída à acusada, apontada inicialmente como uma das possíveis motivações do crime, foi esclarecida durante a instrução processual.
O advogado Samuel Lordelo ressaltou que o julgamento foi longo e que a equipe utilizou todo o tempo disponível para apresentar os argumentos da defesa. “Infelizmente houve uma vítima fatal, mas um processo penal não pode ser pautado pela comoção. É preciso haver provas concretas. Foi isso que conseguimos demonstrar ao Conselho de Sentença”, declarou. Segundo a defesa, com a absolvição, o processo foi encerrado em relação a Sarajane, que deixa de responder à acusação.
FonteBahia News




