
O Ministério da Fazenda removeu 937 perfis de influenciadores digitais por descumprimento das regras de publicidade de apostas esportivas entre janeiro de 2025 e junho de 2026. A medida faz parte das ações da Secretaria de Prêmios e Apostas para combater a divulgação irregular de plataformas de bets no país.
Segundo o balanço divulgado pela pasta, 803 perfis promoviam casas de apostas clandestinas, enquanto outros 134 foram retirados do ar por desrespeitarem normas aplicáveis ao mercado regulamentado.
A legislação brasileira determina que apenas empresas autorizadas pelo governo federal podem anunciar serviços de apostas esportivas. Além disso, as campanhas publicitárias devem seguir regras específicas de transparência, proteção de crianças e adolescentes e alertas sobre os riscos relacionados aos jogos.
Além da remoção dos perfis nas redes sociais, o Ministério da Fazenda informou que já retirou do ar mais de 50 mil sites ilegais de apostas e 243 aplicativos somente neste ano. Apesar da ofensiva, o mercado clandestino continua operando por meio da criação de novos domínios e do uso de redes sociais e aplicativos de mensagens.
No segmento regulamentado, a Secretaria de Prêmios e Apostas instaurou 86 processos de monitoramento relacionados à publicidade de bets. As investigações resultaram na abertura de cinco processos administrativos e na aplicação de três multas que, juntas, somam quase R$ 4 milhões.
Entre as penalidades está uma multa de R$ 2,3 milhões aplicada à Blaze, após a veiculação de publicidade com participação de adolescentes. Outra sanção atingiu a antiga plataforma ZeroUmBet, ligada à influenciadora Deolane Bezerra, por divulgar que possuía autorização para operar sem atender às exigências previstas na regulamentação.
As ações de fiscalização também identificaram irregularidades envolvendo a proteção de menores de idade. Entre os casos investigados estão apostas em competições de categorias de base, cadastro de crianças e adolescentes em plataformas e a exibição de marcas de casas de apostas em uniformes esportivos infantis. Segundo o Ministério da Fazenda, novas apurações foram abertas para coibir a exposição de menores à publicidade de jogos de azar, uma das principais restrições previstas nas normas que regulam o setor.
FonteBahia News




