Após reunião extraordinária realizada nesta segunda-feira, 20, o Conselho Deliberativo do Esporte Clube Vitória aprovou alterações no Estatuto Social do clube. Entre os pontos validados estão a ampliação dos mandatos para quatro anos, a criação de uma taxa anual para conselheiros e a mudança na periodicidade da prestação de contas.
Com as alterações aprovadas, os mandatos do Conselho Gestor (Presidente e Vice-Presidente), Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Conselho de Ética passarão de três para quatro anos. Também foi liberada a possibilidade de reeleição para os cargos, com exceção da presidência do Conselho de Ética.
Outro ponto aprovado prevê a cobrança de uma taxa anual dos membros do Conselho Deliberativo. O valor e as condições da contribuição ainda serão definidos pela diretoria do clube.
A prestação de contas também sofrerá mudanças. Os relatórios financeiros, antes apresentados trimestralmente, passarão a ser divulgados de forma semestral aos Conselhos Deliberativo e Fiscal.
Presidente terá autonomia na escolha de diretores
Além disso, o Conselho Gestor terá autonomia para definir a quantidade de diretores do clube, que hoje estão limitados a sete. Os cargos poderão ser ocupados tanto por profissionais contratados quanto por diretores estatutários, indicados pelo presidente do Conselho Gestor conforme o planejamento organizacional.
As exigências para participação política interna também foram ampliadas. Para integrar o Conselho Deliberativo, será necessário comprovar ao menos 24 meses consecutivos de adimplência. Já os candidatos aos cargos de presidente e vice-presidente do Conselho Gestor deverão ter, no mínimo, 60 meses de associação regular.
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Necessidade de AGE para mudanças
Apesar da aprovação parcial no Conselho Deliberativo, as alterações ainda não entram em vigor. Após a conclusão das análises, o texto precisará ser submetido a uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE).
Reunião desmembrada e SAF
Os demais pontos da reforma não foram votados e devem retornar à discussão na próxima segunda, 27. Entre eles estão as regras para a criação e negociação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), além de mudanças na composição do Conselho Fiscal e na estrutura administrativa do clube.
Fonte:A Tarde




