A morte de Preta Gil completa um ano nesta segunda-feira, 20, mas mesmo após a partida precoce, a trajetória da cantora continua viva na memória dos fãs e admiradores. Além da carreira musical, a artista é lembrada por uma personalidade marcante, histórias emblemáticas e fatos curiosos que viveu ao longo dos 50 anos e que ajudam a contar seu legado.
Da escolha do nome à forte ligação com Salvador, relembre algumas curiosidades sobre a filha de Gilberto Gil.
O nome de Preta seria Pedra
As curiosidades começam ainda quando ela era recém-nascida, antes mesmo de ganhar o nome de batismo. Inicialmente, os pais queriam que a pequena se chamasse Pedra Gil, no entanto o cartório não aceitou o registro.
Em um trecho do documentário “Preta – Eu Não Ando Só”, a própria cantora explicou a história. “A primeira possibilidade para o meu nome seria Pedra, que era o feminino de Pedro”, revelou.
Segundo Gilberto Gil, a escrivã de um cartório em Copacabana, no Rio de Janeiro, ofereceu uma resistência mesmo com o nome Preta, mas ele questionou que existiam outros nomes próprios que remetem a cores como Rosa e Clara.
Já o Maria entrou na jogada após a mãe de Sandra Gadelha e avó de Preta pedir para o nome ter um elemento cristão.

Parentesco com Cazuza
Gilberto Gil não era o único nome importante na música brasileira com parentesco com Preta. Parte de uma das famílias mais influentes da música brasileira, ela também era prima do cantor Cazuza.
A ligação vem da família Gadelha, já que Sandra é prima de Lucinha Araújo, mãe do intérprete de “Exagerado”.
Além disso, ela era afilhada de Caetano Veloso e Gal Costa, amigos de longa data de Gilberto. Vale destacar ainda que ela foi casada com o ator Otávio Müller, com quem teve o único filho Francisco Gil.

Nascida no Rio de Janeiro, Preta tinha forte ligação com Salvador
Carioca de nascença, Preta tinha uma relação estreita com a capital baiana, local que frequentava nas férias, em eventos familiares e, sobretudo, no Carnaval.
Por toda a vida, ela valorizou publicamente a cultura e a culinária baianas e era visita constante em bairros como Rio Vermelho, Santo Antônio Além do Carmo e Pelourinho.
Entre os lugares que mais amava em Salvador estavam a Praia da Gamboa, o Camarote Expresso 2222, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, o Santuário Santa Dulce dos Pobres e a Igreja Basílica do Senhor do Bonfim.

Muito além de cantora
Conhecida principalmente pelo dom no vocal, ela lançou o primeiro álbum, o Prêt-à-Porter, apenas aos 29 anos, e além de cantora acumulou, inúmeras funções ao longo da vida. Entre elas, foi fundadora do Bloca da Preta, em 2009, um dos mais populares do Carnaval.
A carreira artística foi além, e ela também atuou como atriz, estrelando novelas, séries e filmes. Como apresentadora, comandou programas na televisão e internet.
Já como empresária, Preta investiu em negócios ligados ao entretenimento e à gestão de artistas.

Defensora de causas sociais
Com a visibilidade, Preta se tornou porta-voz de causas sociais, principalmente ligadas à defesa da diversidade, combate ao preconceito e direitos da comunidade LGBTQIA+, já que era assumidamente bissexual e uma das primeiras artistas brasileiras a falar abertamente sobre o assunto.
Além disso, ela expandia pautas sobre valorização e aceitação do corpo, abordando com frequência temas como gordofobia.

Morte de Preta Gil
Preta Gil morreu em 20 de julho de 2025, aos 50 anos, em decorrência de complicações de um câncer colorretal, diagnosticado em 2023. Ela faleceu em Nova York, nos Estados Unidos, onde realizava um tratamento experimental contra a doença.
Ela estava se preparando para retornar ao Brasil para se despedir dos amigos e familiares, mas não resistiu à doença e veio a óbito em sua residência norte-americana.
Ao longo da batalha, ela passou por diferentes etapas do tratamento e compartilhou a luta através das redes sociais. A morte gerou grande comoção entre fãs e artistas.

Fonte:A Tarde




