CNI alerta que novo tarifaço dos EUA pode agravar crise na indústria

PODP BAHIA
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A confirmação da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros aumentou a preocupação da indústria nacional, que teme novos prejuízos às exportações e à competitividade no mercado.

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a medida agrava um cenário que já vinha pressionando o setor.

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Segundo a entidade, além de elevar os custos das exportações para os Estados Unidos, a sobretaxa aumenta a insegurança nas relações comerciais entre empresas dos dois países.

“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira. Vinte dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre e o cenário tende a piorar”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban, em entrevista à Folha de S.Paulo.

Impacto do tarifaço no setor

Um levantamento da própria confederação mostra que, desde a adoção do tarifaço de 50% no ano passado, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões.

A maior retração ocorreu nas vendas de bens industriais, que caíram 8,7%. Os produtos mais afetados foram manufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto e produtos semimanufaturados de outras ligas de aço.

Apesar do recuo, os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira.

O que muda com a nova tarifa

Mais de 2.100 produtos brasileiros ficaram de fora da nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos e poderão continuar sendo exportados sem essa cobrança adicional.

Entre os setores que não escaparam da medida está a indústria de armas e munições, que passará a pagar a nova sobretaxa nas exportações para o mercado norte-americano.

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Já o aço e o alumínio terão um tratamento diferente. Como esses produtos já são taxados em 50% pelos Estados Unidos em razão de uma medida comercial anterior, a nova tarifa de 25% não será acumulada.

Na prática, as exportações desses setores continuarão sujeitas à alíquota de 50%, e não de 75%.





Fonte:A Tarde

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