O líder indígena Raoni Metuktire, de 93 anos, apresentou melhora da função renal e passou a aceitar alimentação por via oral, segundo boletim médico divulgado na tarde deste domingo, 12, pelo Hospital São Paulo (HSP/Unifesp).
Internado desde junho, ele permanece consciente, estável e segue em recuperação após uma cirurgia para tratar uma obstrução intestinal.
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De acordo com o hospital, Raoni responde a comandos, respira em ar ambiente e continua apresentando tosse e secreção. Uma nova atualização sobre seu estado de saúde está prevista para a tarde de segunda-feira, 13.
Quadro evolui após complicações recentes
A melhora representa uma evolução em relação ao boletim divulgado no sábado, 11, quando a equipe médica havia informado uma leve piora da função renal.
Na sexta-feira, 10, o cacique também apresentou uma hemorragia digestiva, controlada pelos profissionais responsáveis pelo tratamento.
Raoni está internado no Hospital São Paulo desde o dia 19 de junho, quando foi diagnosticado com obstrução intestinal alta e pneumonia aspirativa. No dia seguinte, passou por uma cirurgia para desobstrução intestinal com o objetivo de manter o trânsito intestinal.
Na última segunda-feira, 6, após evolução clínica, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um quarto de enfermaria, onde permanece em acompanhamento.
Líder indígena enfrentou outros problemas de saúde
Durante a internação, o líder indígena apresentou outras complicações. No dia 29 de junho, sofreu uma hemorragia digestiva alta e precisou passar por uma endoscopia, que identificou um sangramento ativo no estômago e no duodeno. O quadro foi controlado pela equipe médica.
Já em 30 de junho, os médicos identificaram um pneumotórax no pulmão direito, que foi drenado sem intercorrências.
Antes de ser transferido para São Paulo, Raoni havia sido internado em Mato Grosso após sentir fortes dores abdominais provocadas por uma hérnia antiga. Depois de receber alta, voltou a apresentar complicações, incluindo um quadro de pneumonia, o que motivou sua transferência para a capital paulista.
Segundo o Hospital São Paulo, o líder indígena possui múltiplas comorbidades, entre elas Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), cardiopatia com marcapasso implantado e insuficiência cardíaca.
Fonte:A Tarde




