Em meio à guerra, Irã deixa bilhete no vestiário do estádio nos EUA

PODP BAHIA
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Em meio à guerra no Oriente Médio e à realização da Copa do Mundo, a seleção do Irã deixou um bilhete nos vestiários do SoFi Stadium depois de empatar por 0 a 0, no último domingo, 21, pelo Grupo G do Mundial.

Na mensagem, os iranianos agradeceram a hospitalidade de Los Angeles e o apoio de sua torcida.

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“Da antiga Pérsia, de milhares de anos atrás, ao Irã civilizado de hoje, o espírito do Irã permanece vivo e inabalável. Nós viemos a Los Angeles com orgulho, competimos com honra e partimos com dignidade. Obrigado, Los Angeles, pela sua hospitalidade. E obrigado a cada iraniano que deu seu coração, sua voz e sua alma ao Irã durante esses 180 minutos. Que a paz, o respeito e a amizade prevaleçam entre todas as nações”, disse a seleção iraniana..

Em virtude da guerra entre os países, os iranianos estão proibidos de entrar em solo americano, e isso afetou a concessão de vistos para diversos membros da delegação da equipe que disputa a Copa do Mundo.

Com sua base no México, a seleção do Irã só pode entrar nos Estados Unidos apenas nos dias dos jogos e, obrigatoriamente, precisa deixar o país logo após as partidas.

Em nota, a Federação Iraniana de Futebol antes do início da competição pediu que a FIFA siga “os princípios da neutralidade, justiça e respeito aos regulamentos estabelecidos”, alegando que fatores externos como esse estavam comprometendo a preparação e a participação da equipe no Mundial.

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Em entrevistas coletivas, o técnico do Irã Amir Ghalenoei, fala sobre a logística complicada imposta devido às restrições, o time tem realizado apenas metade das sessões de treino consideradas ideais, o que afeta a preparação do Irã.

Após a estreia, o treinador desabafou e falou que o Irã é a seleção mais oprimida da história das Copas do Mundo:

“Nem nós sabemos por que temos que sair, e isso é realmente engraçado. O planejamento da nossa equipe é feito em um lugar, mas a decisão final é tomada em outro… É por isso que digo que a seleção iraniana é talvez a mais oprimida da história da Copa do Mundo. O presidente da federação não está aqui, o gerente da equipe não está aqui, o gerente interno da equipe não está aqui, o departamento de mídia não está aqui. Parte das responsabilidades pré-jogo que deveriam ser da diretoria ficaram a cargo da comissão técnica, enquanto o foco da comissão técnica deveria ser em questões técnicas. É por isso que digo que somos a seleção mais oprimida da história da Copa do Mundo”, disse ele.





Fonte:A Tarde

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