Confira as maiores seleções que bateram na trave e nunca venceram a Copa do Mundo

PODP BAHIA
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A Copa do Mundo é o maior palco de consagração do futebol, aquele em que os holofotes estão acesos o os olhos do planeta terra estão direcionados. Afinal, apenas uma seleção sai com a taça.

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Algumas seleções, mesmo com derrotas dolorosas, tornaram-se eternas na história do futebol mundial. Muitas vezes, times repletos de craques, estilo de jogo bonito, favoritas deram adeus ao tão sonhado título antes do esperado. Nem sempre a sorte ou o destino foram capazes de dar uma Copa para seleções que eram ‘verdadeiros colírios para os olhos’.

Isso por que não é apenas a beleza no estilo de jogo que faz uma equipe vencer uma Copa. Às vezes, é até o contrário. Mesmo assim, é importante voltar um pouco na história do torneio para rememorar algumas seleções clássicas e icônicas.

Da revolução tática húngara nos anos 50 à frieza cirúrgica belga em 2018, o Bnews relembra cinco times que marcaram época, encantaram torcedores mundiais e, mesmo com o desempenho histórico, fizeram as malas e voltaram aos seus países com mãos vazias.

Tática usada até pelo Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira

Capitaneada por um dos maiores ídolos da história do Real Madrid, o atacante Ferenc Puskás, a seleção da Hungria da Copa de 1954 ficou conhecida como “Mágicos Magiares”, e o seu estilo ofensivo naquela competição gera frutos de inspiração até hoje, inclusive pelo 4-2-4 de Ancelotti usado na Seleção Brasileira.

O único esquema tático da equipe era conhecido por “WM”. As duas letras, uma em cima da outra, representavam as posições dos jogadores, formavam uma linha imaginária para ligar os pontos, que eram as trocas de passes em direção ao gol realizadas pelos atletas durante os jogos.

O time, antes de chegar até aquele mundial, passou por um ciclo muito bom. De acordo com o ge, os então campeões olímpicos, os “Magiares Mágicos” estavam ganhando o mundo com seu futebol, principalmente após derrotarem a Inglaterra no Olímpico de Wembley, em plena Londres, capital inglesa, em 1953, se tornando a equipe pioneira a derrotar “o time dos três leões”.

O resultado fez com que a Hungria chegasse como uma potência e favorita a vencer a Copa de 54. Na primeira fase, Puskás e sua turma venceram a Coreia do Sul por 9 a 0 e a Alemanha Ocidental por 8 a 3. No mata-mata, derrubaram Brasil e Uruguai, chegando até a grande final com 32 jogos de invencibilidade contra a mesma Alemanha que foi goleada.

Só que o futebol é muito complicado: o time húngaro sofreu o revés por 3 a 2 e terminou com o vice-campeonato.

O famoso carrossel holandês

A Holanda de 74, capitaneada pelo lendário número 14, Johan Cruyff, ganhou o mundo do futebol e é lembrada até hoje pela vanguarda e influência no esporte contemporâneo, como para o técnico Pep Guardiola.

O ex-jogador e ídolo do Ajax e Barcelona era o principal atleta daquela equipe holandesa. O capitão era “a cabeça pensante” do carrossel holandês, que chegou até a final de 74 e terminou derrotada pelas donas da casa, Alemanha de Franz Beckenbauer.

Com o estilo conhecido como “futebol-total”, todos os jogadores holandeses circulavam pelo campo como um carrossel, sem posição fixa, o que confundia os adversários como uma grande engrenagem.

Além de toda a ofensividade, o time era muito característico pela habilidade e capacidade integral dos atletas de preencherem o campo com pressão ao que se chama, pelos técnicos e atletas atuais, de “portador da bola”.

Mesmo com todo o desempenho holandês ao eliminar a Seleção Brasileira, então campeã mundial, a ‘Laranja Mecânica’ terminou sem a taça, mas com um nome marcado na história do futebol.



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