“Única coisa boa no momento”; confira

PODP BAHIA
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O zagueiro haitiano veterano de 36 anos, Ricardo Adé, deve ser um dos jogadores titulares no confronto contra o Brasil, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo, na próxima sexta-feira (19).

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Adé tinha apenas 14 anos quando craques históricos da Seleção Brasileira como Ronaldo, Ronaldinho e Roberto Carlos, fizeram o “Jogo da Paz”, em agosto de 2004, em Porto Príncipe, a capital haitiana. E o sonho do defensor vai ser realizado neste Mundial.

Diáspora

O Haiti é uma das seleções que foi buscar seus atletas na Diáspora, o movimento em que famílias inteiras deixam um país em busca de um local para ter uma vida melhor. No caso dos futuros adversários do Brasil, os destinos principais foram Canadá e EUA, mas Adé foi diferente.

O defensor saiu em busca do seu futuro no futebol. Adé saiu para tentar jogar na Tailândia, mas após um golpe dado pelo seu então empresário, foi parar no Chile e só deu o salto na carreira quando foi jogar no Aucas, no Equador. Posteriormente, o jogador assinou com a LDU de Quito, um dos principais times equatorianos, onde joga desde 2023.

Em relação ao atual momento, Adé revela que a equipe que vai jogar na Copa é parte de um sonho do país da América Central e cobrou que o momento, principalmente na segurança, vivido pelo Haiti deve ser mudado para melhorar as condições para o povo local. A equipe não mandou as partidas nas eliminatórias dentro de casa, mas em Curaçao.

“Nós estamos jogando há anos longe do nosso povo, e aqui, nos Estados Unidos, podemos sentir a energia das pessoas. No Haiti, há um montão de crianças sonhando com a chance de sair, jogar bola e fazer as famílias deles terem orgulho. O país precisa ser reaberto para manter essas crianças sonhando. O futebol é a única coisa boa no Haiti no momento”.



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