Dois ex-PMs são condenados a mais de 20 anos de prisão pela morte de Geovane Mascarenhas em Salvador; relembre o crime

PODP BAHIA
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O Tribunal do Júri condenou os x-policiais militares Jesimiel da Silva Resende e Cláudio Bonfim Borges a mais de  20 anos de prisão pelo homicídio de Geovane Mascarenhas de Santana, encontrado mutilado no dia 2 de agosto de 2014, em via pública, no bairro da Calçada, subúrbio de Salvador.  

Ao todo, sete réus – todos PMs – foram o Júri Popular iniciado na quinta-feira (17) e encerrado na madrugada desta sexta-feira (18), no Fórum Ruy Barbosa, na capital baiana. Segundo o Ministério Público da Bahia (MPBA), Jesimiel foi sentenciado a 25 anos, 3 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de  homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver, em regime inicial fechado.

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Já Cláudio Bonfim, que cumprirá a pena em regime inicial fechado, foi condenado a 20 anos e 7 meses de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e roubo. Além da dupla,  o ex-PM Jailson Gomes Oliveira também foi condenado pelo crime de roubo. Ele cumprirá  seis anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto. 

Sete pessoas foram levadas a julgamento popular por envolvimento na morte do jovem. Além dos ex-PMs, foram acusados os policiais militares em atividade Daniel Pereira de Sousa Santos, Alex Santos Caetano, Roberto Santos de Oliveira e Allan Moraes Galiza dos Santos. No julgamento, eles foram absolvidos pelos jurados. 

O crime

Geovane foi morto no dia 2 de agosto de 2014,  e, conforme detalhado pelo Ministério Público, ele estava conduzindo sua motocicleta quando foi abordado por uma guarnição da PM.

“Os policiais conduziram a vítima na viatura juntamente com sua motocicleta até a Rua Luiz Maria, de onde seguiram para o local em que assassinaram Geovane Mascarenhas. Ainda segundo a denúncia, os PMs atearam fogo no corpo para ocultar o cadáver e o abandonaram no Parque São Bartolomeu, subtraindo a motocicleta e o aparelho celular da vítima”.

vítima”.

Os restos mortais foram encontrados no dia seguinte no Parque São Bartolomeu. O pai conseguiu imagens de câmeras de segurança que mostraram o momento em que o rapaz foi levado por policiais lotados nas Rondas Especiais (Rondesp). Geovane foi decapitado, carbonizado, teve duas tatuagens removidas do corpo e os órgãos genitais retirados. 



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