Tarifaço dos EUA pode tirar R$ 38 bilhões do bolso dos brasileiros

PODP BAHIA
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Um dos impactos do tarifaço de 37,5% anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros — caso de fato seja aplicado — é o de diminuir o poder de compra das famílias brasileiras em até R$ 38 bilhões.

As estimativas de mercado apontam que o impacto das medidas sobre o Produto Interno Bruto (PIB) deve variar entre 0,3 e 0,6 ponto percentual em 2026. Além disso, as projeções de crescimento para este ano, que antes oscilavam entre 1,2% e 1,7%, foram revisadas para baixo de forma generalizada pelo mercado após o anúncio das tarifas.


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Absorção

Conforme um levantamento feito por uma escola de negócios localizada em São Paulo, o consumo das famílias — que totalizou R$ 8,1 trilhões em 2025, representando 64% do PIB — deve absorver entre 40% e 50% do choque, padrão histórico observado em episódios anteriores de choques externos sobre a economia brasileira.

Em valores, o impacto estimado sobre o consumo alcança aproximadamente R$ 22,5 bilhões, dos quais R$ 7 bilhões recairão sobre o varejo restrito e R$ 10,5 bilhões sobre o varejo ampliado — que inclui veículos e material de construção.

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Ainda segundo a pesquisa, os setores mais vulneráveis seriam os seguintes:

  • Indústria de máquinas pesadas;
  • Etanol;
  • Transformadores elétricos;
  • Madeira e granito trabalhado.

Em um dos principais segmentos do país, o agronegócio, a carne bovina pode registrar retração de até 20% nas exportações para os EUA.

Quando o tarifaço pode entrar em vigor?

O período de consulta pública se estende até 6 de julho de 2026, com audiências marcadas para o dia 7 do mesmo mês. A decisão final cabe ao presidente Donald Trump, com prazo até 15 de julho.

Encontro entre Lula e Trump tenta reverter tarifaço de 37,5%

Os presidentes Lula (PT) e Donald Trump podem se encontrar, ainda este mês, para debater o tarifaço de até 37,5% anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros, mas que ainda não está em vigor.

A conversa entre o petista e o republicano pode ocorrer na reunião do G7 — o grupo das sete maiores economias do mundo —, entre 15 e 17 de junho de 2026, em Évian, na França. Na semana passada, durante reunião ministerial, Lula já havia dito esperar, por parte de Trump, um recuo da medida.

O Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) trabalham para viabilizar um encontro entre os dois presidentes durante o evento. Apesar de não ser integrante do grupo, o Brasil foi convidado no ano passado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, para participar da reunião.





Fonte:A Tarde

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