As Forças de Defesa de Israel afirmaram que atacaram alvos militares nas regiões oeste e central do Irã na madrugada desta segunda-feira (8) pelo horário local.
Veículos de notícias do Irã, como a agência de notícias Mehr News, relataram barulhos de explosões na capital do Irã, Teerã.
Relatos na mídia local também apontam barulhos de explosões sendo ouvidos próximo a Karaj, ao oeste de Teerã.
A Guarda Revolucionária do Irã também teria feito relatos nesse sentido em Tabriz, próximo à fronteira com o Azerbaijão, e em Isfahan, na região central do país.
Os ataques, ainda segundo a Guarda Revolucionária, teriam sido conduzidos por Israel por meio de “mísseis balísticos lançados do ar” – ou seja: teriam partido de aeronaves.
O ataque ocorre horas após a República Islâmica ter disparado mísseis contra Israel em retaliação a uma ofensiva israelense sobre a região de Beirute, capital do Líbano, contra o grupo paramilitar Hezbollah, apoiado por Teerã.
O Irã não havia atacado Israel diretamente desde o início do cessar-fogo atualmente em vigor no Oriente Médio.
Israel disse que havia conseguido interceptar os ataques do Irã, que teriam sido realizados em ao menos duas ondas de mísseis.
A Guarda Revolucionária Islâmica, um dos braços militares do Irã, emitiu nota alertando Israel a cessar ataques contra o Líbano e disse que, se os israelenses respondessem militarmente, enfrentariam “golpes ainda mais devastadores”.
Mesmo após apelos de Trump
O ataque de Israel contra o Irã contraria pedidos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Israel não escalasse o conflito no Oriente Médio.
Logo após os ataques iranianos de mais cedo, Trump deu uma série de declarações à imprensa.
À emissora americana Fox News, o presidente americano disse que um acordo com o Irã para acabar com a guerra em curso no Oriente Médio estava “muito próximo” de ser assinado e mandou um recado ao Irã: “Vocês lançaram seus mísseis. Chega. Agora voltem à mesa de negociação e façam um acordo”.
Sobre os ataques de mais cedo de Israel contra os arredores de Beirute, Trump afirmou que não estava “nada contente com isso”.
Atacar os arredores de Beirute havia sido a última linha vermelha dada pelo Irã, ou, caso contrário, ataques seriam realizados contra Israel.
Trump também conversou com o portal Axios e disse que ligaria a Benjamin Netanyahu pedindo ao primeiro-ministro de Israel para não retaliar ao ataque do Irã.
“Cada um deles se divertiu. Israel teve seu ataque e o Irã teve o seu. Não precisamos de outro”, declarou ao Axios, afirmando que os ataques iranianos “não feriram ninguém”.
“Se Bibi (apelido de Netanyahu) revidar, isso vai continuar como nos últimos 47 anos — ou nos últimos 3 mil anos”, afirmou. “Não quero que ele (acordo) fracasse por causa do que está acontecendo agora”, disse.
E ao jornal britânico Financial Times, Trump afirmou que Netanyahu “não terá escolha” se não aceitar qualquer acordo que os EUA fechem com o Irã.
“Eu que mando. Eu tomo todas as decisões. Ele (Netanyahu) não manda em nada”, acrescentou.
Texto em atualização.
* Com informações da CNN e da Reutes; publicado por Henrique Sales Barros




