“Lá vêm eles de novo…”. Essa frase ainda ecoa na cabeça de muitos brasileiros quando se fala da Alemanha. Tetracampeã mundial ao lado da Itália, a seleção alemã foi o maior algoz da história recente do Brasil com o inesquecível 7 x 1 e é a única equipe que pode alcançar a Seleção Brasileira em número de títulos de Copa do Mundo nesta edição do torneio.
É verdade que os alemães não chegam com tanto brilho para o Mundial deste ano por conta do desempenho pífio nas últimas edições. Porém, os comandados do técnico Julian Nagelsmann fizeram um ciclo convincente e, por se tratar da Alemanha, é sempre bom ficar de olho.
A seleção alemã está no Grupo E, ao lado de Equador, Costa do Marfim e Curaçao. No último dia 21, Nagelsmann convocou os 26 jogadores que vão tentar o pentacampeonato, com algumas novidades: o goleiro Manuel Neuer saiu da aposentadoria internacional e será titular na Copa.
Outro nome chamado foi o de Jamie Leweling, do Stuttgart, que fez uma boa temporada ao terminar em quarto lugar no Campeonato Alemão e garantir vaga na Champions League. Em 52 partidas, o atacante marcou 11 gols e distribuiu 12 assistências.
Leweling será o responsável por vestir a camisa 9 da Alemanha. O jogador de 25 anos ficou tão contente com a nomeação que até fez uma “homenagem” ao maior centroavante que usou a numeração: Ronaldo Nazário. Nas redes sociais, ele publicou uma montagem usando o famoso penteado do Fenômeno.
Porém, se eu fosse ele, não comemoraria tanto assim…
A ‘maldição’ da camisa 9
Se há uma frase bastante disseminada por algumas pessoas é que “devemos aproveitar o presente e não nos afligir com o futuro”. Pode ser um bom mantra para Jamie Leweling durante a Copa, porque o histórico da seleção alemã não é nada animador. Uma curiosa “maldição” se mantém: desde que o lendário Rudi Völler disputou as Copas de 1990 e 1994, nenhum camisa 9 da Alemanha conseguiu jogar o Mundial seguinte.
- 1994: Karl-Heinz Riedle (não disputou 1998)
- 1998: Ulf Kirsten (não disputou 2002)
- 2002: Carsten Jancker (não disputou 2006)
- 2006: Mike Hanke (não disputou 2010)
- 2010: Stefan Kiessling (não disputou 2014)
- 2014: André Schürrle (não disputou 2018)
- 2018: Timo Werner (não disputou 2022)
- 2022: Niclas Füllkrug (não vai disputar 2026)
E não para por aí. A maioria deles também não teve uma carreira tão proveitosa após a principal competição de futebol do planeta. A dúvida que fica é se existe algum fator determinante ou se é apenas má sorte.
Desempenho nas Copas
Se o recorte for o desempenho em Copas do Mundo, talvez isso explique a ausência. De todos eles, o que mais se destacou foi André Schürrle, com três bolas na rede — todas no mata-mata, sendo duas contra o Brasil — no ano em que a Alemanha conquistou o tetracampeonato, em 2014.

O mais recente deles, Niclas Füllkrug, aparece logo em seguida no ranking da artilharia dos camisas 9, com dois gols marcados. No entanto, eles não foram suficientes para evitar o vexame alemão de cair ainda na fase de grupos pela segunda Copa consecutiva.
Ulf Kirsten, Mike Hanke, Stefan Kiessling e Timo Werner foram os únicos que não marcaram gols em Mundiais. Já Karl-Heinz Riedle e Carsten Jancker balançaram as redes apenas uma vez.
Independentemente do que aconteça com a camisa 9 da seleção alemã, é importante que Jamie Leweling seja útil na Copa do Mundo de 2026, seja com gols, assistências ou boas atuações. Além disso, precisará manter um bom desempenho no ciclo pós-Mundial se quiser disputar a próxima edição do torneio.
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