Boi gordo mantém preços firmes diante da oferta restrita de animais

PODP BAHIA
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A disponibilidade de gado para abate e o ritmo de compras pelas indústrias frigoríficas estão contribuindo para a estabilidade nas cotações do boi gordo nas principais regiões.

De acordo com o levantamento da Scot Consultoria, as programações de abates atendem uma média de oito dias e os preços para exportação, estão ao redor de R$350,00 por arroba, em alguns casos tem até um ágio de R$ 3,00 por arroba.

Já no levantamento do Cepea, os preços da arroba do boi gordo voltaram a registrar leves altas neste fim de maio, sustentados pelo bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina e pela oferta mais restrita de animais prontos para abate.

Reposição

No mercado de reposição, considerando os animais abaixo de 20 meses, os preços do bezerro vêm apresentando perda de força nas últimas semanas. Durante entrevista ao programa CNN Agro News, a colunista Lygia Pimentel destacou que as referências do animal recuaram cerca de 3% nos últimos 30 dias, de acordo com monitoramento da Agrifatto.

Segundo ela, o movimento acompanha a sazonalidade climática, já que algumas regiões do país enfrentam tempo mais seco, enquanto outras ainda registram chuvas em volumes considerados satisfatórios.

“Estamos em uma fase de transição climática, com impactos diferentes dependendo da região”, afirmou.

Apesar da recente acomodação, os preços seguem acima dos níveis observados no ano passado. Na comparação anual, o valor do bezerro registra avanço de aproximadamente 20%.

O mercado ainda reflete os efeitos da forte liquidação de fêmeas registrada entre 2022 e 2024, período em que houve maior oferta de animais.

As cotações do bezerro chegaram a atingir mínimas próximas de R$ 9,00 por quilo nos momentos mais pressionados do ciclo pecuário e atualmente giram em torno de R$ 18,00/kg.

A expectativa é de que os preços percam parte da sustentação nas próximas semanas, diante da redução na disponibilidade de pastagens e da menor oferta de alimento para manutenção dos animais nas propriedades.

“Esse cenário tende a levar produtores a comercializarem mais animais, aumentando a pressão negativa sobre as cotações”, concluiu a analista.

 



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