Testamos o Chevrolet Captiva EV: conheça os pontos fortes e fracos do SUV

PODP BAHIA
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Concorrer com os modelos elétricos chineses não é uma tarefa fácil. As marcas tradicionais estão no embate direto para conseguir uma fatia desse mercado dos eletrificados, que é dominado pelas montadoras chinesas. Se não dá para competir, é preciso uma parceria.

Assim fez a Chevrolet, que trouxe para o Brasil o Captiva EV. O SUV 100% elétrico, contudo, nada mais é do que um Wuling Starlight S.

O modelo é um vendido na China pela joint venture entre a GM (General Motors) e a empresa local Saic, por meio da marca Wuling. A estratégia da marca foi trazer o carro com o emblema da gravata estampado na carroceria para atrair mais atenção.

Com preço de R$ 199.990, o Chevrolet Captiva EV atua numa faixa de preço com diversos concorrentes. A reportagem da CNN Brasil passou cerca de 10 dias com o SUV elétrico para entender os seus pontos fortes e fracos.

No dia a dia, o Captiva EV fornece uma boa dirigibilidade. A direção tem uma calibração bem leve (como em outros modelos elétricos), o que torna a condução prazerosa. Ainda é possível ajustar os modos de condução, direção e freios.

A suspensão do Captiva EV é típica de um carro chinês, com uma característica mais molenga. Apesar disso, em nenhum momento sentimos falta de estabilidade ou insegurança.

Na autonomia, o SUV médio 100% elétrico da Chevrolet promete 304 km de alcance. Entretanto, superamos bastante essa expectativa.

Ao sair da concessionária, ele marcava 3.719 km no hodômetro (98% de bateria e 297 km de autonomia). No momento de carregar o carro, o hodômetro marcava 4.038 km (20% de bateria e 60 km de autonomia).

Na prática, conseguimos percorrer 319 km, e ainda restavam mais 60 quilômetros de alcance (379 km), chegando próximo aos 400 km.

Confira abaixo todos os pontos negativos e positivos do Chevrolet Captiva EV:

Pontos negativos

Sem carregador por indução

Apesar de ter espaço no console central para dois aparelhos, o Captiva EV não conta com carregador por indução.

Multimídia só pega com cabo

Com preço de R$ 200 mil, o Captiva EV deixa a desejar na conexão sem fio para pareamento do smartphone. É preciso deixar um cabo USB no carro para fazer a transmissão de dados.

Sem retrovisor eletrocrômico

A tecnologia não está presente no carro. Esse tipo de retrovisor escurece automaticamente para evitar ofuscamento dos carros que estão na traseira.

Sem sensor estacionamento dianteiro

Por ser um SUV médio, o Captiva elétrico merecia sensores de estacionamento dianteiros para ajudar nas manobras. Tem a câmera, mas falta o sensor.

Banco elétrico

O passageiro não conta com ajustes elétricos para o banco. Tudo é feito de forma manual.

Pontos positivos

Tem estepe

Muitos carros estão vindo sem estepe, mas o Captiva EV tem no porta-malas a quinta roda, que pode ajudar em momentos de sufoco.

Chave presencial

Basta estar com a chave no bolso para destrancar e fechar o carro. É algo simples, mas também uma baita tecnologia que fornece comodidade no dia a dia.

Autonomia acima do divulgado

Como falamos no texto, o Captiva faz mais do que promete. Com autonomia de 304 km, superamos essa marca.

Bancos confortáveis

Os bancos do Captiva EV são confortáveis em todos os locais. Tanto para quem vai de motorista, passageiro, mas também para os ocupantes da segunda fileira.

Pacote de segurança

O modelo 100% elétrico da Chevrolet vem com um pacote amplo de segurança, com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, faróis adaptativos inteligentes, assistente de permanência em faixa e mais.




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