Mulheres acima dos 45 anos lideram consumo de cannabis medicinal no Brasil, aponta pesquisa

PODP BAHIA
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Um levantamento inédito divulgado pela Blis Data revelou que mulheres mais velhas, economicamente ativas e mães concentram a maior parcela de consumidoras de cannabis medicinal importada no Brasil. A pesquisa foi publicada em alusão ao Mês das Mães e analisou o perfil de pacientes que utilizam medicamentos à base de cannabis sob prescrição médica.

Segundo os dados, mulheres entre 55 e 64 anos representam 28,2% das pacientes, liderando o ranking nacional. Em seguida aparecem as mulheres de 45 a 54 anos, com 27,2%. Somados, os dois grupos correspondem a mais da metade das consumidoras brasileiras da terapia canábica.

A faixa etária entre 35 e 44 anos responde por 18,7% das pacientes, enquanto mulheres acima dos 65 anos representam 16,3%. Já o grupo de 18 a 34 anos aparece com menor participação, somando 9,6%.

O estudo também identificou que a maioria das mulheres atendidas está empregada, totalizando 79,9% da amostra. Além disso, 75,1% afirmaram praticar atividades físicas regularmente.

Regionalmente, o Sudeste concentra o maior número de pacientes, com 61,6% dos registros. O Sul aparece na sequência, com 19,7%. Juntas, as duas regiões representam mais de 80% do público analisado.

A pesquisa utilizou uma base de 7.092 mulheres com filhos, selecionadas a partir de um universo de 70 mil pacientes cadastrados que fazem uso de cannabis medicinal mediante prescrição médica.

Entre os principais motivos para adesão ao tratamento estão os distúrbios do sono, responsáveis por 28,9% dos casos, e dores crônicas, com 16,3%. Questões relacionadas à saúde mental também aparecem com destaque, como transtorno de ansiedade, que corresponde a 14,9% dos tratamentos, e depressão, com 9,2%.

As pacientes ainda relataram uso terapêutico da cannabis para controle de sintomas ligados à fibromialgia, transtorno de estresse pós-traumático e TDAH.

Outro dado apontado pelo levantamento mostra que sete em cada dez mães utilizam os medicamentos à base de cannabis em conjunto com remédios convencionais. Metade das entrevistadas afirmou nunca ter tido contato com cannabis antes do início do tratamento médico.





FonteBahia News

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