
A prévia da inflação oficial do Brasil voltou a subir em maio e foi pressionada principalmente pelo aumento da conta de luz, dos alimentos e dos gastos com saúde. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,62% no mês. Apesar de ter desacelerado em relação a abril, quando ficou em 0,89%, o índice acumulado em 12 meses chegou a 4,64%, acima da meta de inflação estabelecida pelo governo federal.
Entre os setores que mais pesaram no bolso dos brasileiros, alimentação e bebidas liderou as altas, com avanço de 1,38%. Produtos como batata-inglesa, tomate, leite longa vida e carnes apresentaram aumento nos preços durante o período.
A energia elétrica residencial também teve forte impacto na inflação de maio, com alta de 2,16%. Segundo o IBGE, o resultado foi influenciado pela volta da bandeira tarifária amarela nas contas de luz.
Na área da saúde, o reajuste autorizado nos medicamentos e o aumento nos produtos de higiene pessoal contribuíram para elevar os custos do grupo saúde e cuidados pessoais, que subiu 1,05%.
Por outro lado, os combustíveis ajudaram a reduzir parte da pressão inflacionária. O grupo transportes registrou queda de 0,33%, puxado pela redução nos preços da gasolina, do diesel e do etanol.
O levantamento considera famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos e abrange diversas capitais e regiões metropolitanas do país, incluindo Salvador.
FonteBahia News




