
O pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) minimizou durante uma palestra sobre o cenário econômico brasileiro no campus da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Osasco, na Grande São Paulo, na última quinta-feira (21), a ida do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos para um encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump.
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“Falar com o Trump, muita gente fala. O presidente Lula já falou com ele tantas vezes.”, afirmou Haddad. “O Brasil é soberano. A Polícia Federal vai deixar de investigar o caso Master por que o Trump vai mandar? O Trump não manda na Polícia Federal. O Trump não manda no Ministério Público do Brasil. Não manda no Pix. Não manda nessas coisas. A gente tem nossas instituições aqui”, disse Haddad.
O encontro entre Flávio e Trump deve ocorrer entre terça (26) e quinta-feira (28), na Casa Branca, em Washington, com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). No encontro, eles devem tratar do tema das facções criminosas PCC-CV, de grande interesse para o Governo dos EUA, que pretende classificá-las como organizações terroristas.
“Vamos levar à frente as investigações e ele [Flavio] não vai conseguir parar [o trabalho das autoridades brasileiras] com o Trump”, reforçou o ex-ministro da Fazenda, reiterando que a PF tem liberdade total para investigar todos que tenham suspeita de envolvimento com a fraude do Master.
“Não adianta ele [Flávio] achar que vai entrar numa campanha para ser presidente da República sem prestar contas. Agora, um filme de R$ 134 milhões… Isso é só do Master, fora as emendas [parlamentares]. Ele falou que não tinha dinheiro público. Mentiu de novo”, complementou.




