A MRV, maior construtora da América Latina, anunciou a modernização das fachadas e do paisagismo de seus novos empreendimentos residenciais em todo o Brasil. A mudança, coordenada pela Diretoria de Produtos e Projetos da MRV&CO, foi orientada por uma pesquisa nacional com clientes e resultou em um conceito arquitetônico inspirado nos seis biomas do país: Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal, Pampa, Amazônia e Caatinga.
O projeto busca alinhar estética, funcionalidade, durabilidade e uso racional de materiais, segundo a construtora. A proposta responde a uma transformação no mercado imobiliário, em que o lar passa a ser entendido como um conjunto que inclui áreas comuns, espaços de convivência e a própria identidade visual do empreendimento — e não apenas o apartamento em si.
O que motivou a mudança
De acordo com dados internos da companhia, o público da MRV é majoritariamente formado por pessoas entre 18 e 30 anos, que buscam apartamentos de dois quartos com varanda, uma vaga de garagem, lazer coletivo e contato com a natureza.
O projeto das novas fachadas nasceu da observação do comportamento do consumidor e da escuta ativa dos moradores.
A pesquisa Consumer Experience Survey 2024, da JLL Research, reforça esse movimento ao apontar que 84% dos Millennials e da Geração Z acreditam que as cidades precisam oferecer novas experiências para permanecerem relevantes.
Atualmente, mais de 1,6 milhão de pessoas vivem em imóveis construídos pela MRV. A modernização das fachadas foi orientada por uma pesquisa nacional com clientes, com o objetivo de traduzir preferências estéticas, necessidades funcionais e demandas por durabilidade e custo acessível.
Como funciona o conceito inspirado nos biomas
O novo padrão arquitetônico se traduz em paletas de cores inspiradas na natureza local, uso racional de materiais e integração entre edifícios, áreas de lazer e paisagismo. Espécies vegetais nativas e adaptadas a cada região foram incorporadas ao projeto, com benefícios que vão além da estética: a adoção de vegetação compatível com o clima local reduz custos de manutenção.
Na prática, o projeto inclui:
- Portarias com guaritas mais eficientes e circulação funcional
- Pórticos que valorizam a entrada do condomínio
- Muros, gradis e jardins externos com soluções arquitetônicas contemporâneas
- Áreas de lazer e edifícios-garagem harmonizados ao conjunto
- Espaços de convivência planejados como extensão do apartamento
Fachadas sem aumento de custo
Segundo a empresa, as melhorias foram desenvolvidas com foco em eficiência construtiva e padronização inteligente de soluções arquitetônicas, permitindo a atualização do padrão visual sem custo adicional ao cliente.
Flávio Paulino de Andrade e Silva, diretor de Produtos e Projetos da MRV, afirma que o projeto foi estruturado para combinar identidade arquitetônica, eficiência construtiva e sustentabilidade.
“O projeto representa uma evolução que traduz o nosso compromisso com a qualidade, com o cliente e com a sustentabilidade. São mais de 1,6 milhão de pessoas que vivem em um imóvel construído pela MRV. Nada mais justo do que ouvir essas pessoas e trazer elementos que reflitam suas origens, seus desejos e suas realidades. Tudo isso sem que nossos clientes precisem pagar nenhum valor a mais por isso”, acrescenta.
Ainda de acordo com executivo, o resultado alcançado decorre do trabalho de um time multidisciplinar de arquitetos e engenheiros, que atuaram com foco em um modelo de gestão integrado, inovação, na excelência técnica e na geração de valor sustentável.
Onde o novo padrão já foi aplicado
No segundo semestre de 2025, 37 empreendimentos foram lançados com o novo padrão visual, começando por Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG). A implementação será nacional, com adaptações às características regionais de cada localidade.
FAQ – Perguntas frequentes
O que muda nas fachadas dos empreendimentos MRV?
A modernização inclui novas paletas de cores inspiradas nos biomas brasileiros, portarias com guaritas mais eficientes, pórticos valorizados, muros e gradis com design contemporâneo, jardins externos integrados e harmonização entre áreas de lazer e edifícios-garagem.
A modernização das fachadas aumenta o preço do imóvel?
Não. Segundo a MRV, as melhorias foram viabilizadas por eficiência construtiva, padronização de soluções arquitetônicas e integração entre equipes de engenharia e arquitetura, sem repasse de custo ao cliente.
Como a pesquisa com clientes influenciou o projeto?
A MRV realizou uma pesquisa nacional com seus clientes para identificar preferências estéticas, necessidades funcionais e demandas por durabilidade e custo acessível. O resultado orientou as escolhas de materiais, cores e soluções arquitetônicas.
O novo conceito se inspira em todos os biomas brasileiros?
Sim. O projeto se inspira nos seis biomas do país — Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal, Pampa, Amazônia e Caatinga — com adaptações regionais na escolha de cores e espécies vegetais nativas.




