Irã e Paquistão fazem novas negociações buscando fim da guerra com os EUA

PODP BAHIA
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O Irã e o Paquistão realizaram negociações avançadas, informou a agência de notícias semioficial Tasnim, de Teerã, nesta sexta-feira (22), enquanto Islamabad busca mediar uma solução diplomática para a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O Paquistão emergiu como mediador entre Washington e Teerã, desempenhando um papel fundamental na negociação de um cessar-fogo temporário para interromper os ataques planejados pelos EUA em abril.

A trégua temporária praticamente suspendeu as hostilidades ativas, mas o conflito continua, com um bloqueio naval em curso no Estreito de Ormuz.

O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, “para analisar propostas destinadas a resolver as disputas”, informou a agência Tasnim no aplicativo de mensagens Telegram.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou na quarta-feira (20) que Teerã e Washington continuaram a trocar mensagens por meio do Paquistão, segundo a agência de notícias estatal Nour News.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a repórteres na quinta-feira (21) que houve “alguns bons sinais” nas negociações, mas que não haverá solução se Teerã impuser um sistema de pedágio no Estreito de Ormuz, que efetivamente fechou para a maior parte da navegação após o início da guerra em 28 de fevereiro.

“Há alguns bons sinais”, declarou Rubio. “Não quero ser excessivamente otimista… Então, vamos ver o que acontece nos próximos dias.”

Uma fonte iraniana de alto escalão disse à agência de notícias Reuters na quinta-feira que as divergências haviam diminuído, embora o enriquecimento de urânio e o Estreito de Ormuz continuassem sendo pontos de atrito.

Impactos da guerra no Oriente Médio

A guerra devastou a economia global, com a alta dos preços do petróleo alimentando temores de inflação descontrolada. Cerca de um quinto das remessas mundiais de petróleo e gás natural liquefeito passavam pelo Estreito de Ormuz antes da guerra.

O dólar americano estava próximo de seu nível mais alto em seis semanas nesta sexta-feira, em meio à incerteza sobre as negociações de paz, enquanto os preços do petróleo subiam à medida que os investidores duvidavam das perspectivas de um avanço.

“Estamos chegando ao final da 12ª semana, seis semanas de cessar-fogo, e eu simplesmente não estou convencido de que estejamos mais perto de uma resolução entre os EUA e o Irã”, afirmou Tony Sycamore, analista de mercado da IG, sobre a guerra no Oriente Médio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos eventualmente recuperarão o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã – que Washington acredita ser destinado à produção de armas nucleares, embora Teerã afirme que seu uso é puramente pacífico.

“Nós o obteremos. Não precisamos dele, não o queremos. Provavelmente o destruiremos depois de obtê-lo, mas não vamos deixá-los ficar com ele”, disse Trump a repórteres na Casa Branca na quinta-feira.

Duas fontes iranianas de alto escalão disseram à Reuters, antes dos comentários de Trump, que o líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, havia emitido uma diretiva proibindo o envio do urânio para o exterior.

O presidente americano também criticou duramente a intenção de Teerã de cobrar taxas de navios que utilizam o estreito.

“Queremos que seja aberto, queremos que seja livre. Não queremos pedágios”, declarou Trump. “É uma via navegável internacional.”

Teerã apresentou sua mais recente oferta aos EUA no início desta semana.

As descrições de Teerã sugerem que ela repete, em grande parte, os termos que o líder americano rejeitou anteriormente, incluindo exigências como o controle do Estreito de Ormuz, indenização por danos de guerra, suspensão das sanções, liberação de ativos congelados e a retirada das tropas americanas.

 



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