Após o fim da greve dos rodoviários de Salvador — que durou oito horas —, nesta sexta-feira, 22, o debate dentro da categoria passou a ser a mudança na escala de trabalho, passando das atuais 6×1 para a 5×2.
O assunto está em debate em Brasília, na Câmara dos Deputados, e pode beneficiar diversas categorias além da dos rodoviários. A expectativa é a de que o relatório do deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA) seja analisado e votado na próxima semana.
“Nós estamos na luta pela redução da jornada de trabalho, por isso que a gente focou também muito nessas questões de hora extra no final de semana, porque focar em aumentar o percentual de hora extra, como foi proposto no setor de transporte, é ir na contramão daquilo que a gente defende”, afirmou ao portal A TARDE o diretor do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Tiago Ferreira.
“A gente defende que o trabalhador trabalhe menos e ganhe mais, e tem o direito de ter lazer com a família, de poder ter uma saúde mental melhor. Então, essa pauta que está no Congresso Nacional, nós estamos lutando para que dê certo, porque isso vai beneficiar toda a classe trabalhadora e dos rodoviários também”, acrescentou.

Críticas a deputados
O ex-vereador de Salvador teceu críticas a alguns deputados federais da Bahia que, em Brasília, estão se manifestando contra a mudança da jornada. Ele salientou, no entanto, que o fato de ser um ano eleitoral está fazendo com que muitos dos parlamentares venham retirando as suas assinaturas de requerimentos que pedem alterações na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema.
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“Eu tenho certeza de que aqueles que se posicionarem contra podem perder o mandato, porque nós vamos colocar nas redes sociais, nós vamos colocar editais, uma foto desses deputados que são contra o povo. 78% da classe trabalhadora do Brasil defende a redução da jornada de trabalho para 5×2”, disse.
“E muitos deputados que são da classe patronal se posicionando contra. Eu espero que passe e que ainda este ano a gente possa ter a redução também no setor de trabalho dos rodoviários, que a gente possa ter os trabalhadores folgando duas vezes por semana para dar mais qualidade de vida para cada um deles”, concluiu Ferreira.
Fonte:A Tarde




