Operação Khalas investiga esquema de sonegação fiscal de R$ 400 milhões no setor de combustíveis na Bahia

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Foto: Reprodução / MP

A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia deflagrou na manhã desta quinta-feira (21) a “Operação Khalas”, que investiga um esquema de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis com prejuízo estimado em R$ 400 milhões. Três pessoas foram presas, entre elas um servidor público estadual.

Além das prisões, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. Dois servidores públicos municipais de Candeias foram afastados das funções.

As investigações do Ministério Público da Bahia (MPBA), da Polícia Civil e da Secretaria da Fazenda (Sefaz) identificaram que o grupo utilizava pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades ilegais.

Segundo as investigações, o esquema tinha como objetivo ocultar a importação de insumos, como nafta e solventes químicos, que eram desviados para unidades de mistura clandestinas, conhecidas como “batedeiras”.

Núcleo financeiro

A “Operação Khalas” é coordenada pelo MPBA, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), em conjunto com a Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip) e a Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado no Combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco).

A operação é um desdobramento das investigações da “Operação Primus”, deflagrada em 16 de outubro de 2025, e busca desarticular o núcleo operacional e financeiro da organização investigada.

Participaram da operação oito promotores de Justiça, 26 delegados de polícia, 90 policiais civis, dois servidores do Fisco Estadual, oito servidores do MPBA e dez policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).

Força-Tarefa

A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal é composta pelo Gaesf do MPBA, pela Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa (Infip) da Sefaz e pelo Neccot/Draco, da Polícia Civil da Bahia.

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FonteBahia News

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