De acordo com Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS (Associação Paulista de Supermercados), o período da Copa representa um dos momentos mais estratégicos para o varejo alimentar no país. “Os grandes eventos esportivos influenciam diretamente o comportamento de compra do consumidor brasileiro. Existe um aumento muito forte nas confraternizações e isso se traduz em maior demanda por proteínas, principalmente carne bovina, além de itens ligados ao churrasco e alimentos práticos para consumo em grupo”, afirma.
Queiroz destaca ainda que o setor supermercadista já trabalha antecipadamente para evitar rupturas de estoque durante a competição. “A preparação do varejo envolve reforço operacional, aumento de estoque e negociações antecipadas com a indústria justamente porque existe expectativa de crescimento importante nas vendas durante a Copa do Mundo”, completa.
Só para se ter uma ideia, o estudo da Scanntech na Copa do Mundo de 2022 o aumento no fluxo de consumidores chegou a 8,3% acima da linha de base no chamado D-1, o dia anterior aos jogos. Em cenários de forte apelo cultural, como sextas-feiras antes de partidas aos sábados, o crescimento atingiu 18,8%.




