Colômbia anuncia expulsão do embaixador da Bolívia “por reciprocidade”

PODP BAHIA
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O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia anunciou, no fim da noite de quarta-feira (20), o término de funções do embaixador boliviano no país, Ariel Percy Molina Pimentel, como um medida recíproca. Horas antes, o governo da Bolívia havia pedido à embaixadora colombiana, Elizabeth García, que deixasse o país, sob a alegação de interferência em assuntos internos.

Em comunicado, a chancelaria afirma que a medida de expulsão de Pimentel foi declarada “por reciprocidade” e enfatiza que “não houve, por parte de nenhum funcionário ou membro do Governo nacional, interesse ou intenção de interferir nos assuntos internos da Bolívia”.


Ainda em nota, o governo colombiano diz que “mantém sua disposição de acompanhar, sempre que solicitado pelo Governo boliviano, iniciativas em favor da paz, do diálogo político, das vias institucionais, da participação cidadã e da observância dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, em conformidade com os princípios e normas do direito internacional.”

Na tarde de quarta-feira, o governo da Bolívia pediu à embaixadora colombiana, Elizabeth García que deixasse o país, alegando preocupações com a soberania e interferência em assuntos internos, segundo o Ministério das Relações Exteriores boliviano, em meio ao aumento das tensões diplomáticas devido aos protestos antigovernamentais em curso.

Em comunicado, a chancelaria boliviana afirma que “a decisão adotada responde à necessidade de preservar os princípios de soberania, não ingerência em assuntos internos e respeito mútuo entre Estados, pilares fundamentais da convivência internacional e das relações diplomáticas entre nações soberanas.”


“A presente decisão não constitui ruptura de relações diplomáticas com a República da Colômbia nem afeta os históricos vínculos de amizade, cooperação e respeito entre ambos os povos e Estados”, acrescenta o governo boliviano.

A medida da Bolívia surge na sequência de comentários feitos pelo presidente colombiano Gustavo Petro no último domingo (17), nos quais ele descreveu onda de protestos que ocorrem no país como uma “insurreição popular”.

“A América Latina é uma civilização diversa e diferente, não se pode homogeneizá-la de nenhum lado do planeta. A América Latina e o Caribe devem ser ouvidos pelo mundo olhando de frente em paz, e falando com franqueza. Meu governo está disposto, se for convidado, a buscar fórmulas pacíficas de saída à crise política boliviana”, escreveu Petro na publicação.

A crescente preocupação internacional tem sido com a onda de protestos na Bolívia, com bancos fechando agências em La Paz e bloqueios de estradas interrompendo o abastecimento, enquanto sindicatos, mineradores e grupos rurais exigem ajuda econômica e alguns pedem a renúncia do presidente Rodrigo Paz.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou também na quarta-feira que “os Estados Unidos apoiam de forma inequívoca o legítimo governo constitucional da Bolívia.”


“Não permitiremos que criminosos e traficantes de drogas derrubem líderes democraticamente eleitos em nosso hemisfério”, afirmou Rubio.





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