
O estado da Bahia tem vivido um momento decisivo em sua economia. Com números que ultrapassam 1,2 milhão de pequenos negócios ativos, o que representa incríveis 98% das empresas locais, 60% dos empregos formais e 31,5% do PIB estadual, conforme divulgado pelo Sebrae, o planejamento deste público teve que mudar suas rotas.
Isto porque, a estrutura familiar tem sido a base do empreendedorismo, com atividades de organização e preparação para a perpetuação do patrimônio sendo fundamentais para garantir a continuidade desses negócios. Em março deste ano, por exemplo, a Bahia atingiu a marca de 240 mil contas ativas na B3, um salto de 23% quando comparado a 2024.
Os números consolidam-se como polo emergente na renda variável, além de refletir a digitalização e a popularização dos investimentos no estado baiano. Por outro lado, há também um novo dilema: como proteger e transferir esses ativos ao longo do tempo sem gerar conflitos familiares ou colocar em risco a operação das empresas?
📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!
Larissa Falcão, líder da XP no Norte e Nordeste, afirmou que há um erro em adiar o tema. “A sucessão é um desafio real para muitas famílias empresárias e não começa no inventário. Começa muito antes, com educação financeira e desenvolvimento dos herdeiros para se tornarem sucessores. Sem isso, o patrimônio vira fonte de conflito e não de continuidade”.
Diante disso, ela explica a ascensão do wealth planning (planejamento patrimonial, em português). Em vez de atuarem apenas na alocação de recursos, instituições como a XP passaram a ocupar um papel estratégico na organização patrimonial.
“Nesse processo, a figura do assessor de investimentos é fundamental. Ele atua de forma estratégica, ajuda a identificar os riscos sucessórios e conecta a família às soluções de proteção e perpetuidade do legado, com estruturas sólidas que atravessam gerações”, explica Larissa.
A Bahia se tornou um lugar onde o empreendedorismo familiar move a economia, tornando o debate urgente segundo os especialistas, que também acreditam que a valorização de ativos imobiliários e a sofisticação do investidor baiano exigem um novo nível de profissionalismo.




