
A empresária Roberta Luchsinger afirmou em depoimento à Polícia Federal, nesta quarta-feira (20), que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, viajou para Portugal acompanhado de Antônio Camilo Antunes, investigado no esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.
A oitiva ocorreu no âmbito das investigações que apuram um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. Em nota, a defesa da empresária detalhou o teor do depoimento.
“[Roberta] não esteve em viagem a Portugal, mas, do que tem conhecimento, tratava-se de uma viagem de prospecção e de sondagem de negócios, algo fora do escopo de sua prestação de serviços. E que Fábio foi convidado por sua curiosidade relativa ao assunto, oriunda, inclusive, em função da utilização de medicamento à base de canabidiol por familiares”, informaram os advogados.
Segundo a Polícia Federal, Roberta Luchsinger é apontada como possível operadora financeira e política do esquema ligado ao chamado “Careca do INSS”. As investigações indicam que recursos obtidos de forma ilícita teriam sido distribuídos por meio de empresas para viabilizar a lavagem de dinheiro e ocultação de valores desviados de aposentados e pensionistas.
A defesa da empresária sustenta que ela prestou serviços ao investigado antes da divulgação das suspeitas e que desconhecia qualquer irregularidade. No depoimento, Roberta também afirmou ter apresentado Antônio Camilo Antunes a Lulinha em um contexto social e demonstrou preocupação com possível uso político dessa relação após a deflagração da operação.
“Os esclarecimentos apresentados por meio de petição e ora oferecidos presencialmente desvelam por completo a tese acusatória desenhada inicialmente e vazada seletivamente de forma sistemática”, declararam os advogados.
A oitiva foi realizada por videoconferência e integra um esforço da Polícia Federal para concluir dezenas de depoimentos relacionados ao caso. A investigação também passa por um momento de controvérsia após a transferência do inquérito para uma área responsável por processos com foro privilegiado, o que gerou críticas de setores da oposição.
FonteBahia News




