O ex-presidente da Câmara e ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo disse à CNN Brasil, nesta quarta-feira (20), que a possível substituição do nome dele pelo de Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), na corrida presidencial pelo DC (Democracia Cristã) está ligada a “um escândalo ligado ao Banco Master em Alagoas”.
“A prefeitura de Maceió comprou R$ 116 milhões em títulos podres do Banco Master pelo Instituto de Previdência de Maceió. O prefeito era o filho do deputado João Caldas [presidente nacional do DC]”, explicou.
Segundo Aldo Rebelo, temendo investigação, neste momento, João Caldas “procurou ter proteção” de um ex-ministro da Suprema Corte.
“Além como eu tenho tido uma posição muito crítica em relação ao Supremo, ele foi atrás de um ex-ministro da Corte para sinalizar que não está de acordo com minha visão”, completou.
Na terça-feira (19), também à CNN Brasil, o presidente da sigla confirmou que Joaquim Barbosa é o nome do Democracia Cristã para disputar o Palácio do Planalto. E que isso estaria sendo discutido, inclusive, com outras agremiações partidárias.
Apesar disso, Aldo Rebelo diz que a única pré-candidatura da legenda é a dele. “Até agora, Joaquim Barbosa não se manifestou. Não se sabe em ele está no Brasil”.
A decisão do presidente do DC de anunciar o ex-ministro do STF como presidenciável teria causado constrangimentos internos, de acordo com Aldo Rebelo. Conforme ele, o diretório do estado de São Paulo, por exemplo, já se manifestou contrário ao nome de Barbosa. O que é rechaçado por João Caldas.
O dirigente ressaltou que a pré-candidatura de Joaquim Barbosa conta com apoio unânime do diretório nacional,= e que ele deverá receber todos os votos na convenção partidária, prevista para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.
A CNN Brasil tenta contato com João Caldas para que ele comente as declarações de Aldo Rebelo.




