Diante da iminência de aprovação da PEC com o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho na Câmara dos Deputados, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) deve reforçar sua atuação no Senado contra o avanço da proposta.
O presidente da entidade, Paulo Skaf, pretende se reunir nas próximas semanas com lideranças partidárias e com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para um “esforço total” do setor produtivo na exposição de possíveis impactos das mudanças.
De acordo com ele, a indústria já tem convivido com um cenário de dificuldades, com taxa de juros ainda muito elevada, preços altos da energia e desafios na implementação da reforma tributária.
Para o presidente da Fiesp, a PEC deveria ser objeto de uma discussão de meses e não de dias ou semanas, fora de um ambiente eleitoral e sem campanhas publicitárias do governo.
“Não dá para criar uma determinação constitucional e válida para todos”, argumenta Skaf.
Segundo ele, não existe “plano B” para negociar compensações.
Skaf foi convidado para uma audiência pública nesta segunda-feira (18), na comissão especial da Câmara que trata da PEC, mas preferiu não comparecer.
O empresário enviou uma carta ao presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), em que critica o “açodamento” do debate.
“Agradeço o convite e informo que não comparecerei, pois a Fiesp não concorda com o açodamento como está sendo conduzido o tema no Legislativo, inclusive causa-nos indignação a referida audiência pública estar marcada em uma segunda-feira, cerceando a presença de muitos deputados”, afirma o ofício.




