Durante abertura de Conferência da OAB, conselheiro reforça importância da humanização nos Judiciário: ‘São dramas humanos’

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) realizou, na manhã desta segunda-feira (18), em Salvador, a sessão plenária de lançamento da 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira. O evento, referendado como o maior do mundo na área jurídica, teve como palco o Hotel da Bahia by Wish e serviu como antessala para o encontro principal, agendado para ocorrer entre os dias 23 e 25 de novembro na capital baiana, com uma expectativa de público superior a 20 mil participantes.

Presente na solenidade, o conselheiro Marcelo Terto, representante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conversou com o BNews e projetou o peso político e social do debate que a Bahia capitaneará no final do ano.

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Para o conselheiro, o retorno do fórum ao território baiano carrega um simbolismo histórico de reconstrução e reafirmação institucional perante a modernização dos tribunais.

“A história prova que a OAB reunida nessas conferências tem um papel muito importante na construção de um futuro de desenvolvimento, de integração e de modernização do nosso país e da justiça brasileira. A Bahia promove esse reencontro no sentido de garantir civilização, cidadania e respeito aos direitos fundamentais, apesar da tecnologia que hoje é incorporada ao Poder Judiciário. O grande desafio que nós temos é aliar inovação à humanidade”, avaliou Terto.

Sobre a atuação do CNJ na salvaguarda das prerrogativas dos advogados diante da estrutura dos magistrados, Marcelo Terto defende que a valorização da categoria reflete diretamente na qualidade do atendimento prestado ao cidadão comum, que busca o amparo legal em momentos de extrema vulnerabilidade.

O conselheiro teceu duras críticas à tendência de avaliar a eficiência do Judiciário com base em métricas meramente numéricas, alertando para a necessidade de humanizar a análise das ações em tramitação.

“A advocacia brasileira tem a grande responsabilidade de garantir efetividade com qualidade. A jurisdição não pode se mover exclusivamente por aspectos estatísticos e quantitativos.  Defender a prerrogativa chama a atenção para esse cuidado qualitativo”, analisou.

A justiça demanda um cuidado com o ser humano que está por trás de cada processo, por cada drama na área de família, de propriedade, societária e até na área de liberdade, quando se considera o processo criminal.



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