Um grupo de pessoas retirou ontem o corpo de Al Hadad –
O governo de Israel anunciou neste sábado, 16, ter matado Ezedin Al Hadad, chefe do braço armado do movimento islamista palestino Hamas, apresentado como um dos arquitetos dos atentados de 7 de outubro de 2023.
Desde aquele dia, quando combatentes do grupo mataram mais de 1.200 pessoas no território israelense, o Exército e os serviços de inteligência de Israel executam uma campanha contra os líderes políticos e os comandantes militares de alto escalão do grupo em Gaza e em toda a região.
Na sexta-feira, as Forças Armadas israelenses anunciaram um ataque aéreo em Gaza contra o lider do grupo e, neste sábado, confirmaram a morte.
“O Exército e a agência de segurança interna anunciam que ontem (sexta-feira), em um ataque de precisão na área da Cidade de Gaza, o terrorista Ezedin Al Hadad foi eliminado”, afirmou um comunicado militar.
“Ezedin Al Hadad foi assassinado ontem em um ataque israelense contra um apartamento e um veículo civil na Cidade de Gaza”, disse um dirigente do Hamas. Um integrante do braço armado do movimento confirmou a morte.
Um grupo de pessoas retirou ontem o corpo de Al Hadad, apoiado em uma maca e envolto em uma bandeira do Hamas, das ruínas do edifício que teria sido atingido.
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O governo israelense apontava o líder do grupo como “um dos principais arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023” e também o acusava de ser responsável pelo sequestro de civis e soldados no mesmo dia. O Hamas tomou 251 reféns em 7 de outubro de 2023.
“Al Hadad comandou o sistema de cativeiro de reféns do Hamas e se cercou de reféns em uma tentativa de evitar que fosse eliminado”, afirmou o comunicado israelense.
O chefe do Estado-Maior do Exército de Isral, tenente-coronel Eyal Zamir, qualificou a morte do líder do braço armado do Hamas de “conquista operacional significativa”.
“Em todas as conversas que tive com os reféns que retornaram, o nome do arqui-terrorista Ezedin Al Hadad (…) surgiu algumas vezes”, afirmou Zamir em nota.
“Hoje conseguimos eliminá-lo. As Forças de Defesa de Israel continuarão perseguindo nossos inimigos, atacando-os e responsabilizando todos aqueles que participaram do massacre de 7 de outubro”, acrescentou.
O ataque desencadeou uma guerra, na qual a campanha de retaliação israelense devastou a Faixa de Gaza, onde vivem mais de dois milhões de palestinos, e matou mais de 72.000 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do território, que atua sob autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
Fonte:A Tarde


