A confirmação de detalhes técnicos da nova Hilux Revo BEV (veículo elétrico a bateria) gerou fortes reações no setor automotivo. Enquanto algumas manchetes sugerem um encerramento imediato da era dos motores a combustão, os dados oficiais da Toyota apontam para uma transição estratégica e gradual, baseada na coexistência de diferentes tecnologias.
Autonomia e desempenho da Hilux 100% elétrica

Nova Hilux Revo BEV
A variante 100% elétrica, com produção em série prevista para 2027 na planta de Zárate, na Argentina, apresenta números voltados especificamente para operações logísticas e urbanas. O modelo é equipado com uma bateria de íon-lítio de 59,2 kWh, que permite uma autonomia de até 380 km em ciclo puramente urbano.
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Entretanto, em trajetos mistos (ciclo WLTP), essa autonomia deve ficar entre 240 km e 260 km. No quesito desempenho, a picape entrega aproximadamente 197 cv (145 kW) de potência, contando com tração 4×4 integral garantida por dois motores elétricos.
Investimento de R$ 11 bilhões e o foco no Híbrido Flex

Nova Hilux Revo BEV
Apesar do avanço na eletrificação, a Toyota reafirma que o futuro da marca no Brasil não depende de uma única solução. O aporte histórico de R$ 11 bilhões anunciado para o país até 2030, com foco na fábrica de Sorocaba (SP), prioriza o desenvolvimento de veículos híbridos flex.
Para a montadora, o uso do etanol é a solução mais imediata e viável para a descarbonização no território nacional, especialmente enquanto a infraestrutura de recarga para elétricos puros ainda avança de forma desigual fora dos grandes centros.
O futuro do motor diesel: eletrificação em vez de extinção

Nova Hilux Revo BEV
A Toyota mantém a filosofia “multi-pathway”, o que significa que o motor 2.8 turbodiesel continuará em linha, mas passará por uma modernização através de sistemas híbridos-leve (MHEV) de 48V, visando a redução de consumo e emissões.
Dessa forma, a Hilux 100% elétrica surge para atender demandas específicas, como mineradoras e frotas urbanas, enquanto as versões diesel e híbridas permanecem como os pilares para quem necessita de autonomia em viagens longas e trabalho pesado.
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Capacidade de carga e robustez mantidas
Com capacidade de carga de 715 kg na versão elétrica, a Hilux se posiciona como uma opção versátil para o novo cenário da mobilidade sustentável, sem abandonar a robustez que consolidou o modelo no mercado sul-americano.
A estratégia da fabricante reforça que a eletrificação será adaptada à realidade de cada perfil de uso, garantindo que a picape continue sendo uma ferramenta de trabalho confiável.
Fonte:A Tarde



